Agenda de Cursos

July 9th, 2010

AGENDA DE CURSOS / AGOSTO DE 2010

 
 
CURSOS PARA O MÊS DE AGOSTO -  ABPHATAE

 

 

 CURSO DE REIKI NÍVEL 1

07/08/2010

REIKI é uma antiga técnica terapêutica de reversão de padrões vibracionais do indivíduo que visa o equilíbrio da estrutura física, emocional, mental e, em nível consciente e inconsciente, proporcionando vitalidade e proatividade perante a vida como um todo.

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CURSO DE FLORAIS DE BACH

21/08/2010

 

As essências de Florais de Bach são compostos energéticos cujos princípios ativos não são químicos e sim eletromagnéticos. Sua proposta é predominante preventiva e atuam através das questões emocionais. O sistema tem por princípio "tratar a personalidade e não a enfermidade". Ou seja, tratar o indivíduo como um todo, e não somente a doença.

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CURSO DE GESTÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS E AUDITORIAS INTERNAS

Este curso facilita ao profissional a realização de uma Gestão de Riscos Ocupacionais em uma empresa através de auditorias internas levando em consideração as Normas Regulamentadoras – NRs.

 
 
CERTIFICADOS RECONHECIDOS PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOTERAPIA HOLÍSTICA E ANÁLISES ERGONÔMICAS
 
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Inscreva-se ou tenha maiores informações através de contato@psicoterapiaholistica.org  ou através do link "EVENTOS EM DESTAQUE" na barra de menu lateral.

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rogeriopires Eventos

Conviver bem com as emoções é uma arte!

August 6th, 2010

Tenho muitas pessoas dentro de mim. Dentre elas, um bicho enorme, amedrontador, que fala coisas horríveis e sem volta, ruge, grita e arregala os olhos. Coitadinho, morre de medo de ser abandonado, deixado sozinho. Para conseguir o amor garantido, berra ainda mais. Parece que ele vai testando até onde os demais aguentam. Quando ele fala mais alto e está mais presente que as outras pessoas que moram dentro de mim, acabo me parecendo mais com ele. É duro colocá-lo no seu lugar novamente. Muito difícil mesmo. Acho que o nome dele é Medo.

Li certa vez que o oposto do amor é o medo. E não o ódio, como pensamos. O medo afasta, divide, destrói. O ódio é facilmente revertido, pois nele mora a paixão. Quando o Medo aparece, tento alimentá-lo, perguntando: "do que você precisa?". Às vezes ele quer colo, outras vezes ele quer ser dominado e outras ainda apenas ser ouvido. Tenho que alimentá-lo e pedir aos outros o que ele necessita. Quem sabe assim ele se acalma por um tempo. Sim, porque sei que ele está sempre ali. 

"Conhecendo a nós mesmos e às várias pessoas que nos habitam, temos mais chance de construir relacionamentos saudáveis"

Bom, aí surge outro carinha que mora dentro de mim. Vem surgindo duro, categórico: "de jeito nenhum! Você não precisa de ninguém. Precisa se virar sozinha! Autossuficiência! Ademais, os outros podem deixá-la a ver navios. Não confie em ninguém!" Esse aí, também já sofreu muitas decepções e frustrações. Quer provar a todo tempo que consegue sozinho. É gordo, precisa de alta camada de proteção. Já tomou conta de mim por vários anos. E fiquei literalmente igualzinha a ele. Penso que ele se chama Orgulho.

Enquanto eles se enfrentam numa guerra sem fim, aparece alguém humilde, com a voz branda, suave e sábia. Vem dizendo: "nem todo o conhecimento vem pela razão! Dê ouvidos a ambos, mas escolha com coração o que é certo de fazer. Você consegue e pedir não diminui seus méritos. Mesmo Jesus pediu para que aquele cálice amargo dos humanos fosse afastado de seus lábios." Essa voz me acalma. Gostaria de ser essa pessoa 100% do tempo. Não é homem, nem mulher. Tem forma etérea. Caminha com passos calmos, mas precisos e seguros. Acho que o nome dela é Amor. 

Acabo pedindo aos outros que me cercam o que o Medo quer e respondo ao Orgulho que conseguimos aguentar o "não". Algumas vezes, não conseguimos o que o Medo queria. O Orgulho sai rindo e se vangloriando, "não falei?". Acredito que isso aconteça porque nem sempre os outros conseguem estar vestidos do Amor, assim como eu mesma não consigo ser Amor 100% do tempo. Mas procuro quem o esteja vestindo hoje, que é quando o Medo precisa. O mais surpreendente: quase sempre consigo o colinho, ou ouvidos compreensivos.

Conhecendo essas pessoas em mim e nos outros, aprendi que a impaciência, a intolerância e as agressões não são mais que o Medo gritando para não ser abandonado, para ser compreendido. Estou aprendendo com o Amor que ele nasce em primeiro lugar para nós mesmos. O jeitão do Medo não leva a lugar algum. Não consegue o que realmente precisamos.

O amor próprio possibilita o amor altruísta, generoso. Conhecendo a nós mesmos e às várias pessoas que nos habitam, temos mais chance de construir relacionamentos saudáveis, vivendo de bem com a vida.  

rogeriopires Espiritualidade

Melão Contra o Estresse

July 26th, 2010

Em um teste controlado, cujos resultados foram publicados no periódico Nutrition Journal, pesquisadores disseram ter comprovado que o suplemento, derivado da enzima superóxido dismutase, diminuiu os sintomas e os sinais do estresse e da fadiga em voluntários.

Marie-Anne Milesi, pesquisadora da Seppic (laboratório alimentício ligado à empresa Air Liquide), na França, trabalhou com um time de pesquisadores da Universitè Henri Poincaré e outras universidades francesas, que validaram os efeitos antiestresse em 70 voluntários.

Milesi diz que diversos estudos haviam mostrado a ligação entre estresse psicológico e estresse oxidativo intracelular. “Nós queríamos testar a habilidade do corpo de lidar com elementos oxidativos para resistir ao Burnout (leia mais aqui). As 35 pessoas que, em nosso estudo, tomaram cápsulas contendo o superóxido dismutase [nome técnico da substância] mostraram sinais de melhora em diversos sinais perceptíveis de estresse e fadiga.”

Apesar dos efeitos do placebo (droga inerte e que serve de parâmetro para os dados conseguidos com a droga verdadeira) se mostrarem também altos, o que era esperado em se tratando de uma reação que pode ser subjetiva, como o estresse, as melhoras no grupo principal foram significativamente positivas, especialmente após os 28 primeiros dias do experimento.

De acordo com Milesi, “o efeito placebo foi observado somente nos sete primeiros dias, mas depois cessaram.” Agora os pesquisadores pretendem confirmar os efeitos e entender melhor o mecanismo de ação do coquetel de antioxidantes sobre o estresse em um grupo mais amplo e por um período mais prolongado.

Fonte:Nutrition Journal

rogeriopires Alimentação

PNL – Programação Neuro Linguística

July 23rd, 2010

Você sabe o que é PNL?

Cérebro - PNL - Arte Digital: Henrique Vieira Filho

Cérebro – PNL – Arte Digital: Henrique Vieira Filho



 

 

Programação Neurolinguística, ou simplesmente PNL, estuda como nosso cérebro e mente funcionam, como os pensamentos são criados e, como podemos reprogramar o conteúdo de nossos sentimentos, estados emocionais e comportamentos.

É uma ciência que proporciona ao ser humano uma maneira efetiva de utilizar o cérebro para alcançar os resultados desejados. Ela faz o estudo de experiências internas, que desencadeia o autoconhecimento, e proporciona o desenvolvimento do potencial criativo.

A PNL tem uma abordagem prática que dá resultados e é cada vez mais usada em várias disciplinas no mundo inteiro.

 

“A Programação Neurolingüística é um processo educacional de como usar melhor o nosso cérebro." 
Richard Bandler

Como e quando Surgiu a PNL

Richard Bandler e John Grinder foram os desenvolvedores das técnicas da PNL fazendo observações, na Universidade da Califórnia. Eles conseguiram descobrir as estratégias de pessoas vencedoras, em sua área de atuação, que ultrapassavam os estados limitantes e obtinham sucesso.

Descobriram a maneira como essas pessoas criavam seus objetivos e como era a estrutura da estratégia desse processo de pensamento. Concluíram, então, que as pessoas vencedoras superavam suas limitações pessoais e potencializavam suas qualidades e recursos intelectuais. Descobriram que elas chegavam ao sucesso e tinham a capacidade de tomar decisões e habilidades para a comunicação.

A partir desses resultados, Bandler e Grinder começaram a ensinar esses padrões de sucesso para outras pessoas e, assim, descobriram que, mesmo para aqueles que não sejam um modelo de excelência, podem copiar essas estratégias e alcançar o mesmo sucesso e resultados na vida profissional e pessoal.

O que você pode obter com a PNL?

Mudar hábitos e comportamentos indesejados

Com a Programação Neurolingüística você pode superar os bloqueios que limitam seu progresso profissional e sua felicidade pessoal, em qualquer área. E você, ainda, gera novos valores, capacidades e comportamentos.

Você pode clarificar seus sonhos e conhecer as barreiras que impedem sua evolução.

A Programação Neurolingüística também é utilizada para o estabelecimento de objetivos, na eliminação do estresse, depressão e fobias, em problemas de relacionamento, na ansiedade, na falta de auto confiança e auto-estima, nos problemas de obesidade, problemas de comportamento e de aprendizado.

Melhorar sua habilidade de comunicação:

Na área profissional, as estratégias da Programação Neurolingüística têm sido uma excelente ajuda para os Programas de Qualidade, ao serem aplicadas como técnicas de persuasão e de motivação, formação de equipes, tomada de decisões, conflitos de interesses, melhorias na comunicação interna, em compras e vendas, no treinamento e desenvolvimento de carreiras e em negociações.

Reconhecer como os outros usam a linguagem para influenciá-lo.

A congruência (usar a PNL como uma ciência capaz de gerar transformações que permitam uma evolução real do ser humano), aliada à ética profissional, à responsabilidade, aorespeito, ao bom humor e, acima de tudo, à qualidade.

Resultados já obtidos com a PNL

Os inúmeros modelos de PNL desenvolvidos até o momento permitiram, entre outros resultados:

1.Harmonização rápida para fobia (10 minutos)

    2.Harmonização rápida para vícios e maus hábitos, como tabagismo, roer unhas, raiva, etc….

      3.Modelagem de estratégias e capacidades de pessoas e ensino a outras, incluindo:

        Decisão

          Aprendizagem

            Leitura

              Memorização

                Motivação

                  Vendas

                    Estabelecimento de empatia com as pessoas

                      4.Resolução de conflitos

                        5.Harmonização para traumas intensos, como de estupro

                          6.Harmonização para alergias, sem medicamentos

                            7.Harmonização para câncer (contada por Robert Diltz no livro Crenças)

                              8.Mudança de crenças e convicções limitantes

                                9.Aperfeiçoamento de estratégias de definição de objetivos e aumento da flexibilidade de comportamento para atingi-los.

                                  10.Aperfeiçoamento do uso da linguagem na comunicação e na representação de informações.

                                    11.Padronização da hipnose para uso prático, voltado para resultados.

                                      Com a abordagem e estratégias da PNL, você passa por um processo terapêutico breve, prático, focado em seus problemas, e alcança seus objetivos, pessoais ou profissionais, com excelentes resultados.

                                      Fonte: www.sinte.com.br

                                      rogeriopires Holismo

                                      Síndrome do Olho Seco

                                      July 20th, 2010

                                      Por Cylene Dworzak
                                      Fonte: Revista Uma, ed.113

                                      Você já ouviu falar em síndrome do olho seco? Essa síndrome é caracterizada pela diminuição da lubrificação na região ocular, causada pela produção insuficiente de lágrimas ou pelo excesso de evaporação. Além da irritação inicial, os olhos vermelhos e o ardor, nota-se uma sensibilidade maior das pessoas ao vento e à luz, além de muito incômodo após o uso prolongado de trabalhos em frente ao computador. Os motivos podem ser variados: menopausa, glaucoma, artrites e doenças autoimunes. Reposição hormonal e fumo também podem causar a síndrome. Apesar da alta incidência, o diagnóstico não é muito simples, pois reúne diversos sintomas que, muitas vezes, são associados às reações alérgicas ou, até mesmo, à conjuntivite.

                                      Onde mora o perigo?

                                      A estabilidade da produção de lágrimas é importante para a manutenção da saúde, do conforto e da capacidade de proteção do olho. Por isso, o tratamento é importante. Quando essa produção fica escassa, o olho fica mais suscetível às infecções. Embora pareça um aborrecimento pequeno perto de outras doenças, a síndrome do olho seco é potencialmente séria, pois pode causar uma inflamação crônica, perpetuando a falha de lubricação pelos componentes da lágrima, essencial para a manutenção da vitalidade das células da superfície ocular. Esse distúrbio pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e a córnea, facilitando o aparecimento de lesões. Portanto, se você sentir alguns dos sintomas relatados acima, procure um oftalmologista e realize os exames necessários para um diagnóstico seguro.

                                      Como nossos olhos funcionam no escuro?

                                      Nossos olhos sentem a luz com dois tipos de células: bastões e cones. As cones podem perceber a luz na cor intensa. Já as bastão percebem imagens em preto e branco e funcionam melhor com pouca luz. A chave da visão noturna é a rodopsina, substância que as células bastão utilizam para absorver fóton (partícula) e perceber a luz. Quando uma molécula de rodopsina recebe um fóton, ela se divide em retina e opsina. Ao apagar as luzes e tentar ver no escuro, não enxergamos nada em um primeiro momento, mas alguns minutos depois, as moléculas de retina e opsina já se recombinam em rodopsina e você consegue ver novamente. Importante mencionar que a deficiência de vitamina A no organismo provoca uma produção baixa da retina, portanto, pessoas que ingerem pouca vitamina A sofrem, com frequência, de cegueira noturna.

                                      Visite o site: www.psicoterapiaholistica.org

                                      rogeriopires Saúde

                                      Convívio com animais favorece o sistema imunológico e reduz o estresse

                                      July 15th, 2010

                                       

                                       

                                      Acariciar um cão pode elevar os níveis de anticorpos que evitam a proliferação de vírus e bactérias

                                       

                                       

                                       

                                      A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.

                                      De acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade. Os pesquisadores da USP citam, por exemplo, um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães. Certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano quando expostas precocemente à presença de um cão. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, este trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas por volta dos 4 anos e dos 6 aos 7, devido à redução da imunoglubina E, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, afirma. De acordo com a pesquisa ainda há resistência de pessoas com filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de famílias com crianças até 9 anos. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.

                                       

                                       

                                      Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos e outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Já no controle de hipertensão arterial, os estudos também apontam benefícios. Profissionais que viviam em condições de estresse e faziam controle do problema com medicação foram divididos em dois grupos: os que tinham cachorro ou gato e os que não possuíam animais. A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, foi constatado que as taxas de pressão sanguínea diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de estresse a resposta foi melhor para os donos de cães. Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais.

                                      rogeriopires Saúde

                                      A Psicologia da Segurança do Trabalho

                                      July 14th, 2010

                                      A psicologia da segurança e prevenção dos acidentes de trabalho

                                      Daniel Francisco Roberto – Psicólogo CRP 08/08131-5 -

                                      *Texto publicado na Revista Contato – Ano XXIII, n 115 – Conselho Regional de Psicologia do Paraná.

                                      A Psicologia se apropria de aspectos peculiares do comportamento humano: atenção, percepção, cognição, afetividade, emoção, pensamento, linguagem, etc. Estuda processos mentais e fenômenos psicossociais, entre outros. No entanto, encontramos outros profissionais utilizando-se destes temas e, muitos deles, com merecido respeito à seriedade com que os tratam. Alguns o fazem por não encontrar quem atenda sua necessidade contextualizada à natureza de sua atividade. Um exemplo disso, é a carência vista entre os profissionais que trabalham com a prevenção dos acidentes de trabalho. O desenvolvimento tecnológico de métodos preventivos revela uma lacuna entre a interação deste enriquecimento e o lado humano do trabalho.

                                      É hora de resgatar e mostrar, com a profundidade que nos cabe, a nossa contribuição para outros contextos do mundo do trabalho, como este. Profundidade que se pode alcançar ao tratar a Psicologia de Segurança sobre os seguintes enfoques: teórico, diagnóstico e de intervenção.
                                      No âmbito teórico, a contribuição se dá pela construção de modelos de compreensão utilizados, por exemplo, para explicar e prognosticar condutas seguras e inseguras. Este modelo é como uma representação da realidade observada.

                                      O diagnóstico, se encarrega de traçar procedimentos operacionais que possibilitem análises de um determinado contexto.

                                      Certamente, um diagnóstico bem realizado, será diretamente proporcional à melhor avaliação da possibilidade de intervenção e escolha de um plano de ação mais adequado.

                                      A intervenção invoca uma atenção especial. Os seguidores das Ciências Humanas devem estar atentos ao encadeamento destes três âmbitos propostos, respeitando sua inter-relação determinante para a escolha de técnicas adequadas que levam ao sucesso de uma intervenção.
                                      A prática que vemos hoje nas empresas, retrata o avanço tecnológico alcançado pelos equipamentos de prevenção. Isto se deve ao trabalho de engenheiros e técnicos de segurança. Contudo, o avanço destes equipamentos em termos de conforto e eficácia de proteção, muitas vezes desconsidera a pessoa envolvida. Resgatando os aspectos no início mencionados e classicamente estudados pela Psicologia, podemos concluir que todo este avanço pode ter resultados irrelevantes ao se tentar reduzir os índices de acidentes. As variáveis que compreendem o comportamento humano devem ser estudadas e valorizadas para que este sucesso seja alcançado. Para isso, a aproximação do trabalho interdisciplinar com aqueles que já dominam esta área, agregando a sistemática de pesquisa diagnóstica e intervenção, pode representar uma das formas de se atingir e propiciar a segurança do trabalhador.

                                       

                                      rogeriopires Saúde no Trabalho

                                      Associação Brasileira de Psicoterapia Holística

                                      June 20th, 2010

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                                      A Associação Brasileira de Psicoterapia Holística, Acompanhamento Terapêutico e Análises Ergonômicas – ABPHATAE, é uma Associação Civil, fundada no dia 14 de maio de 2008, com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro, que tem por principais finalidades:

                                      Cooperar com a sociedade em geral para o seu desenvolvimento e para melhorar, cada vez mais, a sua qualidade de vida e nos eventos e atividades da área Holística procurando fazer destas reuniões um motivo de congraçamento;

                                      Estabelecer contribuições a todos aqueles que participarem da associação, além de intensificar as relações de amizade e solidariedade entre os associados e os Profissionais da área holística, estimular e facilitar o intercâmbio de idéias, troca de informações e contatos profissionais entre os seus associados e destes com o mercado de trabalho;

                                      Promover a conscientização em relação à preservação do Meio-Ambiente e integrar os movimentos organizados da sociedade civil na defesa do Meio-Ambiente Interno e Externo;

                                      Colaborar, como órgão técnico e consultivo, no estudo e solução dos problemas que se relacionam com a obtenção de qualidade de vida, além de promover conferências, palestras, seminários, cursos, atendimentos, congressos e reuniões sociais, dentro de um programa de atualização e ampliação dos conhecimentos técnicos, filosóficos e culturais dos associados e do público em geral.

                                      CONHEÇA A ASSOCIAÇÃO, VISITE A PÁGINA: www.psicoterapiaholistica.org

                                      rogeriopires Artigos

                                      Pesquisadores tentam aplicar tratamento genético contra vírus da Aids

                                      June 18th, 2010

                                       
                                      Os remédios para combater o vírus HIV que causa a Aids poderiam ser substituídos por um tratamento genético, sugeriu um estudo publicado hoje pela revista "Science Translational Medicine".

                                      A técnica consiste, basicamente, na inserção de genes na corrente sanguínea dos pacientes.
                                      Sua aplicação pode substituir o atual regime de combinação de remédios para impedir a manifestação da Aids em pacientes infectados com o HIV, indica o estudo realizado por um grupo de cientistas liderado pelo oncologista David DiGiusto, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia (EUA).

                                      A técnica foi aplicada em pacientes com linfoma, um câncer de sangue que é uma das manifestações típicas da infecção do HIV em pessoas que desenvolveram a Aids.

                                      Em geral, o tratamento desses pacientes inclui, junto com a quimioterapia, uma extração parcial da medula óssea, seguida por um transplante dos glóbulos vermelhos não infectados do próprio paciente.
                                      Segundo o estudo, quatro pacientes foram submetidos a esse procedimento. Os cientistas inseriram um vetor com genes antivírus junto com as células de um transplante normal.

                                      Uma vez no interior das células, o vetor transmitiu três fatores diferentes que frearam a multiplicação do vírus. Nenhum dos pacientes mostrou sintomas de intoxicação sanguínea e os glóbulos dos quatro mostraram expressões dos genes antivírus da Aids.

                                      Além disso, afirma a pesquisa, 18 meses depois o número desses antivírus tinha aumentado em dois dos quatro pacientes.

                                      Obstáculos

                                      Segundo o relatório, os resultados indicam que o procedimento é aparentemente seguro e que as células que receberam o novo material genético sobreviveram.

                                      No entanto, os cientistas admitiram que ainda existem obstáculos e que o próximo passo será assegurar que as células sanguíneas que recebem os genes de proteção contra a Aids não sejam destruídas pelo sistema imunológico do paciente.

                                      Além disso, indicou o relatório, também será necessário assegurar a multiplicação dessas células e que todas elas contenham os fatores contra o HIV.

                                      rogeriopires Saúde

                                      Encantos da música

                                      June 18th, 2010

                                      Novas pesquisas explicam o poder dos sons sobre o que sentimos e os benefícios para o bem-estar físico e mental; entre seus efeitosestão o favorecimento da coesão social e de conexões empáticasentre os membros de um grupo

                                      por KAREN SCHROCK

                                      Passei alguns dos momentos mais emocionantes de minha vida conectada à música. Na faculdade, meus olhos frequentemente se enchiam d’água durante os ensaios do coral duas vezes por semana. Eu me sentia relaxada e em paz, mas, ainda assim, excitada e alegre e, ocasionalmente, a emoção era tanta que sentia uma espécie de arrepio. E me sentia ligada aos meus companheiros de música de uma maneira que não acontecia com amigos que não cantavam comigo. Frequentemente, eu me questionava por que sons melodiosos desencadeavam tais sentimentos e sensações. Filósofos e biólogos têm feito essa mesma pergunta por séculos, considerando que os humanos são atraídos de forma universal para a música. Ela nos consola, anima, marca momentos especiais e favorece a criação de laços – mesmo não sendo necessária para a sobrevivência ou a reprodução.

                                      Cientistas já concluíram que a influência da música pode ser um evento casual, que surge de sua capacidade de mobilizar sistemas do cérebro que foram constituídos com outros objetivos – como dar conta da linguagem, da emoção e do movimento. Em seu livro Como a mente funciona (Companhia das Letras, 1998), o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva”, feita para “pinicar” áreas cerebrais envolvidas em funções importantes. Mas, como resultado desse acaso, os sons harmoniosos oferecem um novo sistema de comunicação, com base mais em percepções sutis que em significados. Pesquisas recentes mostram, por exemplo, que a música conduz certas emoções de forma consistente: o que sentimos ao ouvir algumas canções e melodias é bastante similar ao que todas as outras pessoas na mesma sala sentem.
                                       
                                       
                                       
                                      Evidências também indicam que a música faz aflorar respostas previsíveis em pessoas de culturas diversas, com capacidades intelectuais e sensoriais variadas. Até mesmo recém-nascidos e adultos com cognição prejudicada apreciam a musicalidade. “A música parece ser a forma mais direta de comunicação emocional, uma parte importante da vida humana, como a linguagem e os gestos”, afirma o neurologista Oliver Sacks, da Universidade Colúmbia, autor de Alucinações musicais – Relatos sobre a música e o cérebro (Companhia das Letras, 2007) e Musicofilia (Relógio D’água, 2008). Tais comunicações fornecem um meio para as pessoas se conectar emocionalmente e, assim, reforçar os vínculos que são a base da formação das sociedades humanas – o que certamente favorece a sobrevivência. Ritmos podem facilitar interações sociais, como marchar ou dançar juntos, solidificando relações. Além disso, os tons nos afetam individualmente manipulando nosso humor e, até mesmo, a psicologia humana de forma mais efetiva do que palavras – para excitar, energizar, acalmar ou promover a boa forma física.

                                      Gramática emocional

                                      Desde a década de 50, muitos psicólogos tentaram explicar o poder da música, comparando a apreciação musical com a fala. Afinal, tanto para o entendimento da música quanto do discurso é necessária a capacidade de detectar sons, em seu nível mais primitivo. O córtex cerebral auditivo é reconhecido hoje como responsável pelo processamento dos elementos musicais mais básicos como a altura (frequência de uma nota) e volume; as áreas auditivas secundárias vizinhas digerem padrões musicais mais complexos, como harmonia e ritmo.
                                      Além disso, tanto a música quanto a linguagem contêm uma gramática que as organiza em componentes menores, como palavras e acordes, frases feitas de prosódia (a linha melodiosa da fala), tensão e resolução. De fato, a música excita regiões cerebrais responsáveis pelo entendimento e pela produção da linguagem, incluindo a área de Broca e a de Wernicke, ambas localizadas no hemisfério esquerdo, na superfície do cérebro. (Embora a maioria das pessoas processe a linguagem principalmente no hemisfério esquerdo, mas codifique aspectos da musicalidade em regiões análogas no direito.) Sendo assim, a
                                      sintaxe musical – a ordem de acordes numa frase, por exemplo – poderia levar ao aparecimento de mecanismos ligados à organização e ao entendimento da gramática.
                                       
                                      Mas os tons recrutam outros sistemas cerebrais – principalmente os que governam as emoções como medo, alegria e tristeza. Por exemplo, danos à amígdala prejudicam a capacidade de sentir temor e tristeza em resposta à música. “Há uma grande possibilidade de que a música seja simplesmente um efeito colateral de sistemas que evoluíram por outros motivos”, diz o cientista auditivo Josh McDermott, da Universidade de Nova York. A ativação simultânea que a música causa em diversos circuitos neurais parece produzir efeitos notáveis. Em vez de facilitar um diálogo amplamente semântico, como faz a linguagem, a melodia media a comunicação emotiva. Quando um compositor escreve uma lamentação, ou pancadas com ritmo empolgante, revela não só seu estado emocional, mas faz com que os ouvintes sintam o mesmo. Diversas pesquisas indicam que a música conduz a emoção pretendida para aqueles que a escutam.

                                      No final dos anos 90, a neurocientista Isabelle Peretz e seus colegas da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram que ouvintes do Ocidente concordam, universalmente, sobre o fato de uma música que usa elementos tônicos ocidentais ser alegre, triste, assustadora ou tranquilizante.
                                      O conteúdo emocional da música pode ser culturalmente transparente. No ano passado, o neurocientista Tom Fritz, do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências Cerebrais, em Lípsia, Alemanha, e seus colegas expuseram membros do grupo étnico Mafa, de Camarões, que nunca haviam ouvido música ocidental, a trechos de peças clássicas de piano. Os pesquisadores descobriram que os adultos que apreciaram essas obras identificavam-nas como animadas, melancólicas ou capazes de causar medo, da mesma maneira que os ocidentais fariam. Logo, a capacidade de uma música de transmitir determinada emoção particular não depende, necessariamente, de uma base cultural.
                                       
                                      A língua musical também pode transcender barreiras de comunicação mais fundamentais. Em estudos conduzidos na última década, a psicóloga cognitiva Pam Heaton, da Universidade de Londres, no Reino Unido, tocou musicas para crianças autistas e não autistas, comparando aquelas com habilidades linguísticas semelhantes. Os pesquisadores que participavam da equipe coordenada por Heaton pediram às crianças para fazer associações entre música e emoções. Nos estudos iniciais, as crianças deveriam simplesmente escolher entre alegre e triste. Em estudos posteriores foi introduzida uma gama de emoções complexas, como triunfo, contentamento e raiva. Os cientistas descobriram então que a capacidade das crianças de identificar esses sentimentos independia de seu diagnóstico. Autistas ou não, com habilidades lingüísticas semelhantes, foram igualmente bem, indicando que a música pode conduzir consistentemente sentimentos, até mesmo em pessoas com a habilidade severamente comprometida para lidar com pistas socioemocionais, como expressões faciais, por exemplo.

                                      Recentemente, em um experimento bastante interessante, o pesquisador Roberto Bresin e seus colegas, do Instituto Real de Tecnologia, em Estocolmo, na Suécia, confirmaram a ideia de que a música é uma linguagem universal. Em vez de pedir aos voluntários para fazer julgamentos subjetivos sobre uma canção, solicitaram que manipulassem a música – em particular seu tempo, volume e frases – para enfatizar uma dada emoção. Para as peças alegres, por exemplo, o participante deveria ajustar a escala, de forma que soasse o mais feliz possível; depois, o mais triste, assustadora, tranquilizadora e por fim, neutra. Os cientistas descobriram que todos os voluntários – especialistas em música e, em outro estudo similar, crianças de 7 anos – alteravam da mesma forma o tempo, para arrancar de cada música a emoção pretendida. Essa descoberta, que Bresin apresentou em 2008 na III Conferência de Neuromúsica em Montreal, no Canadá, dá a ideia de que a música contém informações que deflagram resposta emocional específica no cérebro, independentemente da personalidade, gosto ou treinamento. Ou seja: a música pode de fato constituir uma forma única de comunicação.
                                       
                                      A capacidade que a música tem de conduzir sentimentos pode ser a base de um dos seus maiores benefícios. Na maioria das culturas, cantar, tocar, dançar e acompanhar as apresentações é quase sempre um evento comunitário. Mesmo em sociedades ocidentais que, de maneira única, diferenciam os músicos dos ouvintes, as pessoas entoam hinos em rituais religiosos, dançam em festas e boates, embalam os filhos ao som de cantigas de ninar, participam de corais e desde cedo as crianças aprendem a cantarolar Parabéns a você nos aniversários. A popularidade de tais rituais sugere que a música confere coesão social, talvez por criar conexões empáticas entre os membros de um grupo.

                                      Estudos mostram também que quando as pessoas ouvem música, as regiões motoras do cérebro se ativam – provavelmente com o propósito de processar o ritmo. Esse processo inclui regiões pré-motoras, que preparam uma pessoa para a ação, e o cerebelo, que coordena o movimento físico. Alguns pesquisadores acreditam que parte do poder musical é resultado de sua tendência a sincronizar e ecoar nossas ações. “Com os equipamentos disponíveis hoje já é possível enxergar como ritmo e ação ressoam no sistema nervoso; todo som é produzido por movimento, quando você ouve qualquer som algo está sendo movido”, diz o neuropsicólogo Robert Zatorre, da Universidade McGill. De fato, há um passo muito pequeno entre o andar, o respirar e as batidas do coração – sons ritmados naturais, não intrinsecamente musicais – e manter propositalmente um intervalo ou caminhar na mesma velocidade que outra pessoa. “Quando escutamos um padrão, inconscientemente organizamos os músculos para reproduzi-lo. Dessa maneira, o ritmo também pode funcionar como uma ‘cola social’ que favorece a ligação física”, afirma Zatorre.
                                       
                                      O SOM DA CURA

                                      A idéia de que a música pode promover uma união não verbal ganhou apoio adicional de um estudo de 2008, feito pelos neurocientistas Nikolaus Steinbeis, do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências Cerebrais, e Stefan Koelsch, da Universidade de Sussex, na Inglaterra. Eles usaram ressonância magnética funcional para mostrar que determinada área do cérebro respondia a acordes, mas não a palavras, em um teste no qual os voluntários escutavam ambos. A região responsiva era o sulco temporal superior: uma parte da superfície cerebral, perto dos ouvidos, que responde a pistas sociais não verbais – como movimentos corporais e olhares. A ativação dessa região indica que a música pode ajudar a forjar laços sociais. Qualquer que seja sua origem, tal coesão é extremamente valiosa para animais comunitários, como nós, e por isso traços que aumentam tal unidade tendem a persistir ao longo das gerações.

                                      A base de nossas impressões conscientes a respeito de um tom são os efeitos fisiológicos. Estudos mostram que a música alegre, tensa ou empolgante pode excitar fisicamente o ouvinte, desencadeando resposta de luta e fuga: as taxas cardíacas e respiratórias aumentam, a pessoa pode suar e a adrenalina penetra na corrente sanguínea. Esse efeito explica por que tantas pessoas gostam de ouvir rock ou hip-hop enquanto fazem ginástica – a música instiga respostas do sistema fisiológico para a execução de movimentos de alta energia. O efeito psicológico também é importante: a distração torna o exercício mais divertido. De forma geral, melodias energizantes tendem a melhorar o humor, nos deixando mais despertos quando estamos cansados e criando sensação de empolgação.

                                       
                                      Por outro lado, a música pode acalmar, reduzindo os níveis do hormônio do estresse, o cortisol, na corrente sanguínea, baixando as taxas cardíacas e respiratórias e aliviando a dor. Um exemplo clássico de redução de ansiedade: uma mãe acalentando seu bebê com uma canção. Estudos clínicos também revelam que a música é uma poderosa ferramenta para relaxar os pacientes que sofrerão uma cirurgia, ajuda a controlar a dores e a amenizar a agitação de crianças e pessoas com demência. Em 2000, a enfermeira Linda A. Gerdner, pesquisadora de temas ligados a gerontologia na Universidade do Arkansas para Ciências Médicas, apresentou a 39 pacientes severamente atingidos pelo Alzheimer a música de que gostavam, duas vezes por semana, durante um mês e meio. A canção favorita reduziu os níveis de agitação dos pacientes durante e após a sessão muito mais que as clássicas músicas de relaxamento. Neurocientistas também constataram que ouvir uma música muito apreciada pode reduzir a dor – e esse efeito analgésico persiste por algum tempo quando a música para. E, claro, intuitivamente, as pessoas se automedicam com música o tempo todo. É comum que as pessoas as usem com o propósito de melhorar ou alterar o estado emocional. Cientistas se perguntam se, dada a indiscutível atração humana pela música, seu processamento poderia ter uma raiz única no cérebro, além da “carona” que pega em outros sistemas. A literatura médica registra diversos danos que prejudicaram a capacidade de uma pessoa sentir emoções inspiradas pela música, mas não por outros estímulos. Lawrence Freedman, um amigo de Sacks, por exemplo, perdeu sua paixão por música clássica depois de uma concussão em um acidente de bicicleta. Freedman ainda podia reconhecer os clássicos que costumava adorar e ainda se sentia emocionado por artes visuais e outras experiências, mas a música já não lhe dava prazer algum. Possivelmente, o acidente danificou uma parte do cérebro dedicada especificamente ao entusiasmo por essas formas de expressão, embora ninguém saiba exatamente que área cerebral é essa.

                                      Outros pesquisadores discutem que a música tem origens independentes porque a capacidade de apreciá-la parece já estar definida no nascimento. Vários estudos mostram que muitos bebês prestam rapidamente atenção a canções e parecem preferi-las à fala. Em trabalhos publicados em julho de 2008 na Nature Precedings, as neurocientistas Maria Cristina Saccuman e Daniela Perani, da Universidade Vita-Salute San Raffaele, na Itália, mostraram que a música ativa regiões no cérebro de recém-nascidos de forma semelhante ao que acontece com ouvintes de outras idades. Elas usaram ressonância magnética funcional (RMf) para ver como o cérebro de crianças com 3 dias de vida respondia a música clássica e encontraram um padrão que espelhava o processamento em adultos: o sistema auditivo do hemisfério direito dos pequenos respondia mais fortemente que o esquerdo. Os pesquisadores também alteraram a música, cortando uma parte da peça e pulando para outra nota ou tocando todo o segmento só com batidas. As passagens mais estridentes ativavam o córtex inferior frontal esquerdo dos recém-nascidos, uma área implicada no processamento da sintaxe musical em adultos, e o sistema límbico, responsável pelas respostas emocionais –assim como ocorre nas pessoas mais velhas, o que levou a uma conclusão: o cérebro parece nascer pronto para processar música.
                                       
                                      Acredita-se que essa prontidão inata esteja ligada à forma melódica peculiar que adultos usam para falar com bebês. A adoção universal desse recurso levou alguns especialistas a especular que esse pode constituir um momento inicial original tanto para música quanto para linguagem. Especialistas como o arqueólogo cognitivo Steven Mithen, da Universidade de Reading, na Inglaterra, teorizam que a linguagem e a música evoluíram a partir de uma protolinguagem musical usada por nossos ancestrais. Estruturas de cordas vocais de neandertais e outros hominídeos extintos sugerem que eles poderiam cantar. E eles certamente tocavam instrumentos, pois pesquisadores recuperaram flautas pré-históricas feitas de ossos. Talvez nunca saibamos por que a música existe. Ainda assim podemos usá-la para nos animar ou acalmar, amenizar dores e ansiedade ou formar vínculos. Como escreveu Sacks, talvez a música seja o que temos mais próximo da telepatia.

                                      rogeriopires Holismo