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Acupuntura usada como anestesia

October 21st, 2009

Acupuntura é usada como anestesia em cirurgias no Brasil

FERNANDA BASSETTE
da Folha de S.Paulo

Médicos brasileiros estão adotando a acupuntura para substituir a anestesia em algumas cirurgias, como as de hérnia inguinal (caroço perto da virilha), nódulos na tireoide e partos cesarianos e normais.

"Redescoberta" nos anos 70, acupuntura esbarra na falta de evidência

Ao contrário da anestesia tradicional (em que o paciente chega a perder temporariamente todos os sentidos), a analgesia com acupuntura tira a dor, mas mantém os outros sentidos ativos (como movimentos, pressão e calor).

A técnica é usada desde a década de 70, quando foram publicados os primeiros estudos chineses. Desde então, nenhum grande centro teve resultados publicados em revistas científicas internacionais.

A primeira cirurgia do gênero foi feita no país em 1978, no Hospital de Clínicas Pedro 2º (ligado à Universidade Federal de Pernambuco), pelo acupunturista Gustavo Sá Carneiro.

Carneiro reúne mais de cem casos -ele diz que teve de recorrer à analgesia tradicional em dois deles. Os primeiros resultados foram publicados na revista "Senecta", em 1982.

"Faço cirurgias com acupuntura até hoje, mas ainda enfrento resistência porque a técnica é desconhecida", diz Carneiro.

Médicos do Hospital de Base de São José do Rio Preto também estão adotando a técnica desde 2002 e reúnem mais de 30 casos. Os resultados ainda não foram publicados. "A técnica não substitui nenhuma outra, mas é mais uma opção", diz a anestesista e acupunturista Ana Patrícia Moreira Lima.

Como funciona

  Editoria de Arte/Folha Imagem  

Antes da cirurgia, o paciente é preparado para se acostumar ao ambiente cirúrgico e costuma passar por sessões de acupuntura em ambulatório.

A cirurgia é um pouco mais demorada do que a convencional -as agulhas levam cerca de 30 minutos para começar a fazer efeito anestésico-, mas a recuperação é mais rápida, com menos uso de drogas.

Durante o procedimento, as agulhas são colocadas em áreas como punhos, mãos, tornozelos e perto de onde será feita a incisão. Em seguida, são conectadas a um eletroestimulador.

"Essa estimulação manda uma mensagem ao cérebro, que passa a produzir os opioides endógenos [analgésicos naturais]. Assim, o paciente não sente mais dor", afirma Lima.

O acupunturista Hong Jin Pai, presidente do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo e médico do Centro de Acupuntura do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que não utiliza o método porque ele não é totalmente eficaz.

Ele afirma que, em cirurgias de cabeça e pescoço, a taxa de sucesso é de cerca de 75%, e nas abdominais, de 50%. Os outros pacientes recebem anestesia porque não suportam a dor.
Para o cardiologista e acupunturista Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, a técnica é vantajosa mesmo nos casos em que é necessário aplicar anestesia, pois o paciente receberá menos drogas por estar parcialmente anestesiado.

"O fato de diminuir a quantidade de anestésico é um ponto positivo. Mas a técnica enfrenta resistência dos próprios acupunturistas", afirma.

Jin Pai também diz que o tempo de preparo do paciente limita o uso da técnica e que a acupuntura como anestesia só deveria ser recomendada para pacientes alérgicos. "Seria a última alternativa", afirma.

O anestesista Carlos Eduardo Lopes Nunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, diz que a entidade não contraindica a acupuntura como anestesia cirúrgica, mas também não a ensina como método regular.

Segundo Nunes, a sociedade reconhece a aplicação da acupuntura como tratamento da dor crônica. Para o uso em cirurgias, entretanto, ele faz uma ressalva: diz que o procedimento deve ser feito exclusivamente por médicos anestesistas acupunturistas.

"Se o profissional tiver formação clássica e dominar a acupuntura, tudo bem, pois ele poderá mudar a técnica anestésica se for necessário."

Holismo

Homeopatia X Rinite

October 21st, 2009

Beleza & Saúde - Submarino.com.br

 Homeopatia pode funcionar contra rinite a longo prazo

RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP concluiu que o tratamento homeopático pode ser eficaz a médio e longo prazo no combate à rinite alérgica.

Na primeira fase da pesquisa, 41 pacientes foram separados em dois grupos. Parte recebeu medicamentos homeopáticos individualizados e parte tomou placebo. Transcorridos seis meses, a melhora nos sintomas e sinais da rinite foi semelhante entre as pessoas de ambos os grupos -de cerca de 25%.

Até então, nem o médico nem os participantes sabiam a que grupo cada um pertencia. Após esse período, esses dados foram revelados, e os pacientes, reunidos.

Na segunda fase, aqueles que haviam recebido placebo foram tratados com homeopatia por 12 meses, e os demais, pela metade do tempo. Dessa forma, todos os participantes receberam a substância ativa durante o mesmo intervalo de tempo.

Ao final dos doze meses, houve melhora de 50% dos sintomas e sinais da rinite alérgica dos pacientes participantes. No segundo ano de tratamento, essa taxa aumentou para 64%, alcançando 72% ao final dos três anos de pesquisa.

Os sinais da doença foram verificados e tabelados por um imunologista independente, não homeopata, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

De acordo com o médico homeopata Marcus Zulian Teixeira, que fez o estudo para sua tese de doutorado, foi preciso realizar um acompanhamento de longo prazo porque uma característica do tratamento homeopático é a demora para acertar o remédio mais indicado para cada paciente.

"Existem centenas de remédios homeopáticos que podem ser usados para tratar a rinite. É necessário um tempo grande para testar todas as possibilidades", afirma. Segundo ele, os estudos clássicos têm duração de um ou dois meses, o que não é eficaz para a homeopatia.

Falha da pesquisa

Embora os resultados apontem uma diferença estatisticamente significativa entre a melhora do mesmo paciente nos 12 meses de tratamento com homeopatia em relação aos seis meses iniciais, o próprio autor aponta a desistência da maior parte das pessoas como uma falha do estudo. Dos 41 participantes, só 13 foram até o fim.

No entanto, segundo ele, cerca de 80% dos que desistiram atribuíram o fato ao alívio dos sintomas da rinite.

"A limitação da pesquisa é o pequeno número de pacientes devido à desistência que há em qualquer tratamento de longo prazo. Para compensar, fizemos uma análise qualitativa para saber como foi a melhora dos pacientes", afirma.

Os pacientes que apresentaram 100% de melhora ficaram em média três anos sem nenhum sintoma de rinite após o fim do tratamento.

De acordo com Richard Voegels, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e diretor de rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, somente as conclusões da primeira fase do trabalho, quando não se sabia quais pacientes estavam recebendo placebo ou medicamentos, podem ser consideradas.

"Se o estudo continuasse controlado, quem garante que o grupo placebo também não teria melhora de 70%?", afirma o médico. Segundo ele, o componente psicológico também é importante no caso da rinite. "Se a pessoa acredita que vai melhorar, isso acontece."

Na opinião do otorrinolaringologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Onivaldo Cervantes, pode-se concluir que a homeopatia tem um efeito positivo no combate à rinite, mas é preciso considerar os vieses da pesquisa.

"Essas pessoas podem ter passado a se cuidar melhor, podem ter se afastado dos alérgenos. Durante o tratamento, o paciente presta mais atenção ao problema e também acredita que vai melhorar", diz.

A rinite é caracterizada por uma inflamação do nariz e pode ser infecciosa (resfriado), irritativa (poluição, fumo) ou alérgica (reação exagerada a determinados alérgenos). Os sintomas são congestão e obstrução nasal, coceira e espirros.

Holismo ,

Emagreça neste verão

October 21st, 2009

 

Quer emagrecer para o verão? Saiba o que fazer

Site Vya Estelar

Hidratar-se ingerindo dois litros de água por dia, consumir entre três e cinco frutas diárias e consumir fibras, já são simples ações que dão saciedade e ajudam a inibir o apetite O verão está chegando. Nesse momento o cuidado com a alimentação deve ser redobrado, para evitar as "gordurinhas" que atrapalham tanto na hora de enfrentar idas à praia, piscina, cachoeiras…

Sempre quando se trata de reduzir calorias e melhorar a qualidade da alimentação, também é necessário levar em conta que o prazer no momento da refeição deve permanecer, por isso é necessário ter um momento reservado no dia-a-dia dedicado à alimentação. É muito importante se hidratar bem.

Consumo de água pode ajudar a inibir apetite

O ideal é beber água o dia todo, de 150 a 200 ml por copo, chegando a um total de 2 litros por dia. A água ajuda a inibir o apetite, pois muitas vezes o organismo dá sinal de fome, quando na realidade está desidratado. Então, quando se mantém o organismo hidratado fica um pouco mais fácil afastar a fome.

A atividade física é imprescindível e deve ser realizada com a orientação de um educador físico. Hoje a recomendação é de que pessoas com peso adequado devem praticar 30 minutos de atividade física por dia, todos os dias, para aumentar ou manter seu gasto energético e aumentar ou manter a massa muscular.

Existem pessoas que além da atividade física necessitam de apoio emocional, portanto para se ter um bom resultado na perda de peso ao menos quatro profissionais deveriam estar envolvidos: nutricionista, o médico, o educador físico e o psicólogo. Para entrar em forma é necessário adequar os nutrientes e ficar atenta a quantidade que será ingerida ao longo do dia.

Para emagrecer: cada caso é um caso, mas em média o consumo de calorias diário deve ser de 1200 calorias

Uma pessoa que deseja perder peso e quer se manter magra deve consumir por dia, me média, 1200 calorias. A quantidade de calorias exatas vai depender de qual é o gasto energético dessa pessoa… Uma pessoa que pratica atividade física todos os dias tem um gasto energético diferente de outra que é sedentária.

Consumo diário de frutas ajuda a controlar apetite

O consumo de frutas é muito importante, porque o sabor doce e as vitaminas e minerais contidas nesses alimentos auxiliam no controle do apetite. O ideal é consumir de três a cinco frutas por dia.

Comer verduras, legumes no almoço e jantar, variando a cor e modo de preparo desses alimentos, aumenta a ingestão da fibras que auxilia no processo de saciedade. As vitaminas e os minerais presentes nesses alimentos auxiliam no processo de perda de peso, porque ajudam a diminuir a ansiedade e auxiliam no gasto de energia.

Alimentos ricos em carboidratos, principalmente feitos com farinha de trigo refinada, devem ser substituídos por alimentos feitos com farinha integral (ex. pão integral, biscoito integral, bolo integral), pois as fibras presentes nesse tipo de alimentos evitam que os carboidratos sejam rapidamente absorvidos e ocorra uma produção grande de insulina e com isso grande absorção de glicose que será transformada em gordura corporal, principalmente abdominal.

Para melhorar a alimentação, o essencial é retirar açúcares refinados e qualquer alimento que os contenha, como os doces, refrigerantes, entre outros. Esse tipo de alimento é metabolizado muito rápido pelo organismo e será, com certeza, armazenado como gordura, principalmente abdominal.

Alguns alimentos podem ser incluídos para diminuir a ansiedade e aumentar a saciedade. Hoje estudos em torno de biscoitos feitos de amaranto, um grão originário dos Andes e hoje também cultivado no Brasil, mostra que esse alimento tem efeito de reduzir níveis de colesterol do sangue e redução do apetite.

O azeite extra-virgem também é um aliado para quem deseja perder peso. Por ser rico em gordura monoinsaturada, ele estimula a secreção de sais biliares que ajudam na digestão das gorduras ingeridas. O ideal é fazer a utilização do azeite em pratos frios, como saladas, e uma colher de sopa, no máximo, é o suficiente.

Para acelerar o metabolismo, consumir três xícaras de chá verde ao dia é um bom aliado, pois é um excelente antioxidante. Evite carnes gordurosas e alimentos embutidos como salsicha, linguiça, mortadela, salame, entre outros, pois eles contém grande quantidade de gordura saturada, que também vai favorecer o acúmulo de gordura abdominal. Prefira carnes assadas, cozidas ou grelhadas.

Fonte: Flávia Bulgarelli Vicentini – nutricionista

Alimentação

Estresse e Gravidez

October 21st, 2009

 

Muitas pessoas já ouviram falar que casais que querem muito ter um filho só conseguem engravidar quando ficam menos ansiosos e relaxam um pouco. Um estudo apresentado esta semana no congresso da American Society for Reproductive Medicine confirma que a redução do estresse pode ajudar as mulheres a engravidar. Em pesquisa com 97 mulheres que tentavam engravidar através de procedimentos de fertilização in vitro, os pesquisadores notaram que aquelas que passaram a participar de um programa de controle do estresse tinham 160% mais chances de ficarem grávidas.

"Esse estudo mostra que o controle do estresse pode melhorar as taxas de gravidez, minimizando o estresse do manejo da fertilidade, melhorando as taxas de sucesso dos procedimentos de fertilização in vitro e, finalmente, ajudando a aliviar o peso emocional para as mulheres que estão enfrentando os desafios de tentar conceber", explicou a pesquisadora Alice Domar, da Universidade de Harvard, nos EUA.

De acordo com os pesquisadores, o programa não afetou a taxa de concepção na primeira tentativa. Porém, para as mulheres que falharam na primeira tentativa de engravidar pelos métodos de fertilização in vitro, a redução do estresse fez grande diferença da segunda vez – 52% delas ficaram grávidas, comparado com apenas 20% daquelas que não participaram do programa.

Por isso, os especialistas defendem que abordagens como controle do estresse podem ser utilizadas complementarmente aos tratamentos da infertilidade. "Está claro, baseado em um estudo cuidadosamente desenvolvido, que uma abordagem holística para a infertilidade leva a melhores resultados para as pacientes", disse o médico Dale McClure, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Fonte: American Society for Reproductive Medicine. 19 de outubro de 2009.

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