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Archive for November, 2009

Amor incondicional e o desapego

November 16th, 2009

 

por Rogério Pires – suporte@phatae.com

Definir o amor nos sugestiona uma idéia já solidificada e inalterável. Mesmo considerando-se o Amor um Sentimento Universal, a interpretação do mesmo é o que o torna particular e dessa forma de significado modificável e relativo, dependendo exclusivamente daquele que o interpreta e o vive.

O Amor é o sentimento que mais cobiçamos, por outro lado, é o mais incompreendido por nós. A ausência de amor na humanidade é preenchida pelo vazio do materialismo, pelo secularismo, por desumanidade, violência e o profissionalismo frio que substitui a vocação em todas as áreas. Talvez porque se tenha perdido o contato com uma grande parcela existente em nós da realidade humana/divinal ou pelo simples fato de trilharmos alguns caminhos em desarmonia. Embora alguns deles estejam equivocadamente associados ao amor, conduzem-nos ao vazio da solidão e do esmorecimento.

Estamos acostumados com um tipo de amor conveniente que nos permite ter um sentimento de carinho extremo por nossos pais; amizade e fraternidade pelos nossos amigos; generosidade com aqueles que não nos são tão próximos; tolerância com aqueles que não nos são afins; apego aos nossos bens materiais; dentre outros milhares de fatores que nos são conveniente. Este tipo de sentimento está intimamente ligado ao grau de afinidade que temos com o alvo do amor direcionado, assim como com aquilo que nos é direcionado em troca do amor enviado por nós. Este sentimento é denominado de Amor Condicional, onde há uma condição específica para a existência do amor.

Existem vários tipos de amor, amamos de várias formas diferentes, a maneira como eu amo não é a mesma pela qual sou amado e é isso que nos permite ter uma visão maior daquilo que somos capazes de sentir pelo próximo, por algo específico ou por nós mesmos. A diferença existente entre os vários tipos de amor é o que nos permite analisar a intensidade em cada um deles, desta forma, associá-lo e classificá-lo àquilo que sentimos ou sentem por nós.

“Amai o próximo como a ti mesmo”. Em algum momento de nossas vidas já ouvimos ou lemos esta frase, mas será que de alguma forma já vivenciamos este conceito em sua plenitude?

Alguns amam porque encontram no próximo aquilo que gostariam de obter como virtudes pessoais, outros a sua carreira profissional; existe o amor relativo ao sexo, o egoísta, o amor próprio, o fraterno, o amor compassivo por alguém próximo necessitado de ajuda e, a principal de todas as inúmeras formas de se amar, aquela que requer uma enorme dose de desapego, comprometimento e expansão de consciência, o Amor Incondicional.

O Amor Incondicional consiste em simplesmente amar, independente da existência de um fator importante ou não para a viabilização ou perpetuação do amor. Amar a tudo e a todos, sem justificativa ou apego, consiste na perfeita manifestação de nossa partícula divinal. Amar alguém ou alguma coisa sem esperar algo em troca. É amar perfeitamente a si próprio.

O Amor Incondicional representa a forma mais pura, mais direta de amor que existe, a única verdadeira e original na Unidade. Tudo no Universo deriva desta poderosa energia.

O Amor Incondicional é um dos conceitos mais incompreendidos de todos os tempos. Platão, em sua obra, “O Banquete” disserta sobre este tipo de Amor. O filosofo relata que o Amor Incondicional é um princípio cósmico, o amor pelas realidades superiores do Universo, daí a expressão AMOR PLATÔNICO. Para quem não conhece a obra de Platão, acredita que o Amor Platônico (Incondicional) é um tipo de amor que não envolve sexo, ascético, o que não é a realidade.

A base do amor condicional é o apego, da mesma forma que o alicerce para o Amor Incondicional é o desapego.

O Desapego é um dos mais importantes e difíceis caminhos para a viabilização da manifestação humana/divinal, assim como para a perfeita interação com tudo que nos cerca.

Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas, sentimos ódio, medo, somos infelizes e temos todos os tipos de complexos devido ao não exercício do desapego. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são consequência do apego. Caso tenhamos algum problema ou preocupação, basta fazermos uma auto-análise profunda para descobrirmos que a causa é a ausência de desapego em alguma área de nossa vida.

Não confunda o desapego com desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não se pode fugir dele quando se tem verdade de propósito. A nossa situação de vida e seus problemas devem ser encarados e administrados de frente, com equilíbrio, mas não são fatores para nos apegarmos. É verdade que os nossos desejos e vontades têm sua importância, mas a pessoa que se apega a eles torna-se escrava e auto-obsessiva. É muito fácil nos apegarmos às nossas características positivas, virtudes, aptidões ou aos nossos bens materiais e assim nos sentirmos superiores aos outros, com um nível de auto-estima bem elevado.
É igualmente fácil nos apegarmos também às nossas características negativas, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim nos sentirmos inferiores aos outros, ou injustiçados. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos, conceitos e idéias são muito mais problemáticos do que a existência desses fatores.
O indivíduo também sente a necessidade de se apegar ao futuro, da mesma forma que ao passado, negligenciando o presente. Devemos viver intensa e inteligentemente o “agora”, com plena responsabilidade, sabendo que o que realmente existe é o eterno “hoje”.

O Amor Incondicional e o desapego devem andar unidos, um é o complemento do outro. Não conseguiremos explorar em sua totalidade o desapego sem o Amor Incondicional em nossos corações, pois é este que nos dá a certeza de que tudo no Universo existe em função de conspirar para a nossa real felicidade e evolução. Da mesma forma que o Amor Incondicional não se tornará pleno em nossas vidas se não praticarmos o desapego, pois a prática do desapego nos permite abandonar tudo aquilo que nos é conhecido em benefício da possibilidade do Novo, da mesma forma que tudo que existe no Universo é mutável e inconstante, sendo negativa a viabilização do apego.

Devemos começar a nossa prática com muita responsabilidade e principalmente equilíbrio, pois somente desta forma estaremos em busca de uma condição favorável e construtiva para a obtenção do Amor Incondicional em nosso cotidiano.

Espiritualidade

Somos Todos Viciados

November 16th, 2009

 

por Rogério Pires – suporte@phatae.com


 

O Universo, em sua “infinitude”, nos oferece incontáveis possibilidades de escolha em nosso cotidiano. Mas, mesmo assim, temos o mesmo padrão repetitivo nas escolhas que fazemos. Temos os mesmos comportamentos, escolhemos os mesmos tipos de relacionamentos, mesmos tipos de pensamentos, respondemos emocionalmente da mesma forma a diversas situações que nos são apresentadas durante a vida. Isto se dá pelo fato de sermos viciados em nossos conceitos mentais, da mesma forma que em nossas emoções, e se engana quem pensa que este vício é somente de ordem psicológica; ele é também classificado como bioquímico.

O cérebro é constituído de pequenas células nervosas denominadas neurônios. Os neurônios possuem ramificações para se conectarem e formarem uma rede neural. Cada área conectada está integrada a um pensamento ou memória. O cérebro constrói todos os conceitos através de memórias associativas. Pensamentos, idéias, emoções e sentimentos são elaborados e interconectados nessa rede neural e possivelmente todos estão relacionados entre si. Por exemplo, o conceito de AMOR está retido nessa rede neural, mas estabelecemos este conceito a partir de muitas outras diferentes idéias. Um indivíduo pode ligar o amor à decepção e dessa forma, quando pensar em amor, provavelmente experimentará uma idéia de dor, sofrimento, cólera e até ódio. Esta auto-afirmação negativa pode estar ligada a uma pessoa ou a um acontecimento específico que remete à interconexão do AMOR.

Temos nossas expectativas em relação ao mundo externo. Quanto mais experiências temos em nossas vidas, mais elas nos servem como modelo de como o mundo externo se comporta à nossa volta, dando ênfase para uma realidade fictícia de que o mundo externo é uma realidade em separado de nosso Eu Interno. Qualquer informação que processamos no ambiente sempre é intensificada pelas experiências já vividas por nós e, principalmente, por uma resposta emocional associada àquilo que vivenciamos.

Sabe-se que as células nervosas que disparam juntas ficam interconectadas. Se praticarmos repetidamente os mesmos conceitos mentais, sentimentos e emoções, essas células terão um relacionamento longo, ou seja, se você diariamente ficar com raiva, sofrer ou cultivar um “sentimento de vítima”, estará re-conectando e reintegrando a rede neural constantemente, criando um relacionamento de longo prazo com todas as outras células nervosas, criando uma “identidade”. Isso significa dizer que as emoções são utilizadas para reforçar quimicamente algo, a longo prazo, em nossa memória. Toda emoção é química. A indústria farmacêutica mais sofisticada do Universo está em nosso cérebro.

Há uma parte do cérebro denominada hipotálamo; ela é responsável pela fabricação de substâncias químicas que determinam as emoções que experimentamos. Estas substâncias químicas são denominadas peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos. O corpo é uma unidade de carbono que produz cerca de 20 diferentes aminoácidos para formular sua estrutura física. Os diferentes estados emocionais que sentimos a cada segundo estão associados aos peptídeos e a neuro-hormônios específicos. Sendo assim, há químicos para raiva, outros para tristeza, outros para sentimento de vítima, para desejo, para o amor, para a felicidade, ou seja, há substâncias químicas para combinar com todos os estados emocionais que experimentarmos todos os dias.

Quando elaboramos uma emoção qualquer, o hipotálamo automaticamente fabrica aquele peptídeo específico e o libertará através da glândula pituitária diretamente na corrente sanguínea. No momento em que entra na corrente sanguínea, ele acha seu caminho para diferentes centros e diferentes partes do corpo. O peptídeo se conecta na célula através de seus receptores; uma célula pode ter bilhões de receptores em sua superfície e sua função é receber informações que são direcionadas ao interior da célula. Um receptor que tem um peptídeo acoplado a ele, muda a célula de várias maneiras. Ele desencadeia uma série de eventos bioquímicos, alguns dos quais podem até alterar o núcleo da célula.

Podemos afirmar que a célula é a menor unidade consciencial do corpo. Há sempre a perspectiva da célula em relação ao organismo. A partir deste breve entendimento de como a célula interage com os nossos sentimentos e com as nossas emoções, podemos afirmar que todos nós somos viciados nas substâncias químicas produzidas pelo hipotálamo. Não conseguimos equilibrar o nosso estado emocional pelo simples fato de que estamos “viciados” nele, na substância química que é produzida pelo cérebro relacionada à emoção que repetidamente criamos em decorrência de uma situação. Buscamos inconscientemente circunstâncias que vão suprir os desejos bioquímicos das células do nosso corpo criando situações que satisfaçam nossas necessidades químicas. Nós somos as emoções que exteriorizamos; não existe a possibilidade de nos separarmos delas; todos nós estamos constantemente sob a influência das moléculas da emoção, e isso é muito bom, as emoções são a vida, pois são elas que intensificam e classificam as nossas experiências. O fato de estarmos viciados em emoções é algo bioquímico, não apenas psicológico. Para se ter uma idéia, os mesmos receptores celulares utilizados para as emoções são utilizados para a heroína. Podemos nos viciar em qualquer peptídeo natural, em qualquer emoção, pois não observamos nada à nossa volta sem utilizarmos o aspecto emocional.

Imagine que uma célula esteja sendo bombardeada constantemente por um tipo de peptídeo relacionado a um tipo de comportamento emocional. Quando esta célula resolver se dividir, a célula resultante da divisão terá mais receptores para os peptídeos neurais do comportamento emocional específico. Este fato nos permite o seguinte questionamento: O que comemos tem realmente algum efeito se as células, após 30 anos de descontrole emocional, não possuem mais os receptores para receber ou absorver os nutrientes necessários para a nossa saúde? Como podemos sair desse círculo vicioso?

O ser humano é viciado pelo simples fato de não conhecer algo que seja melhor. Nunca fomos instruídos a utilizar a nossa mente de maneira construtiva. Fomos criados em uma cultura de submissão a um padrão de comportamento que ninguém é capaz de realizar em sua plenitude. Devido a isso estamos fadados a conviver em uma eterna busca de auto-aceitação. Devemos observar a nossa vida de uma maneira ilimitada, acreditar em nossa capacidade de criação mental, vivenciarmos a única realidade: a de que não estamos sozinhos, todos unidos somos "Deus".

Não devemos acreditar na ilusão de que temos uma vida por termos um emprego, uma boa casa, dinheiro, uma situação boa… Na verdade isto é sobre-vida, uma prisão. Lutamos para conseguir essas coisas e quando conseguimos, lutamos mais ainda para mantê-las; temos medo de perdê-las e de experimentarmos a retirada química desta perda. Devemos interagir mais com a nossa espiritualidade, questionar a finalidade real de estarmos vivos, descobrir qual o propósito de nossas vidas e um caminho evolutivo a seguir. Se mudarmos os nossos pensamentos, nossas idéias irão mudar e nossas idéias mudando, mudarão as nossas escolhas e os resultados.

Rogério Pires
Terapeuta Holístico
CRT 37461
www.phatae.com

Holismo

Luz solar pode Controlar o clima

November 11th, 2009

 

Fonte: Revista Scientific American
Novos modelos computacionais começam como sugerir um variações na intensidade da radiação solar Padrões climáticos pueden alterar.
por David Biello

 
Forçante solar: ao contrário do que se pensa, pode Gerar uma variabilidade solar grande impacto no clima da Terra.

Pequenas Mudanças na intensidade do brilho solar pueden provocar grandes impactos de médio e curto prazo no clima da Terra. Agora, de acordo com um novo Estudo publicado na revista Science, os cientistas estão conseguindo entender os detalhes de como esse processo funciona.

Durante décadas, cientistas observaram que Certos fenômenos climáticos ─ oceanos mais quentes, maior quantidade de chuvas tropicais, menos Nuvens subtropicais, circulação mais intensa de ventos parecem estar ─ Relativamente associados ao ciclo de atividade solar de 11 anos, que e marés provoca refluxos em Regiões de manchas solares, resultando em Variações na emissão da radiância solar total.

Essa variação é de aproximadamente 0,2 watt/m2 ─ pouco significativa para explicar, por exemplo, o real aquecimento das temperaturas da superfície do mar. Uma série de teorias se propõe uma explicar uma discrepância: da alteração Química do Ozônio da Estratosfera, aumento de luz solar em áreas sem nuvens, e até raios cósmicos. Mas nenhuma delas isoladamente explica o Fenômeno.

Utilizando um modelo computacional que reúne um Química do Ozônio ea quantidade reduzida nuvens subtropicais quando o Sol é mais intenso, o climatologista Gerald Meehl, do Centro Nacional Americano de Pesquisa Atmosférica (NCAR, na sigla em tradução) em Boulder, Colorado, reproduziram colegas e todos os fenômenos climáticos cíclicos observados quando a luz solar aumentou e diminuiu de intensidade ao longo do último século. "Mesmo que a variabilidade do Sol seja pequena em médias globais, regionais ou pode ser localmente muito maior ", explica Meehl. Segundo ele, alterações na quantidade de Ozônio estratosférico e na cobertura de nuvens subtropicais también "se Somar e se mutuamente Reforçar amplificando esse pequeno sinal forçante ".

Se o modelo Estiver correto, o mecanismo DEVE funcionar da seguinte forma: quando o Sol com intensidade Estiver máxima, o Ozônio da Estratosfera ligeiramente mais tropical aprisiona calor na forma de aumento da radiação ultravioleta aquecendo, como vizinhanças e Permitindo maior produção de Ozônio. (Mais Temperaturas Altas facilitam uma quebra de moléculas de O2 pela radiação ultravioleta, Permitindo assim que os íons livres de oxigênio Prendam se a outras Moléculas de sua espécie para Criar Ozônio). Este, por sua vez, também se aquece eo ciclo prossegue, resultando em aproximadamente mais 2% de Ozônio, globalmente. Mas essa mudança começa também um afetar uma circulação da própria estratosfera, então que muda a circulação das camadas mais baixas da atmosfera uma troposfera ─ ─ Certos Reforçando Padrões de vento que afetam o clima a que estamos Submetidos.

Enquanto isso, o aumento de radiância durante o máximo solar aquece mais o Oceano em áreas já Relativamente menos cobertas por nuvens causa, por do ar descendente mais frio. Isso provoca mais evaporação, é que transportada de volta aos trópicos, pela circulação dos ventos, onde desce novamente na forma de chuva reforça também, mas a Convecção vertical responsável pela falta de nuvens nos céu subtropicais. Esse Fenômeno, por sua vez, aumenta ainda mais a pressão descendente nos subtrópicos, resultando em ainda menos nuvens ─ novamente aproximadamente menos 2% de nuvens sobre essas Regiões do Pacífico. "O que se faz é simplesmente acelerar todo esse sistema ", observa Meehl.

Mas O modelo não reproduziu exatamente como Condições de reais. Enquanto as temperaturas da superfície do mar no leste do Pacifico normalmente diminuem de cerca de 0,8 º C sob ativo Sol, o modelo só conseguiu Reproduzir cerca de 0,6 º C de resfriamento. O modelo também não onde conseguiu Prever como variações acontecem realmente. Provavelmente Outros fatores também estão contribuindo, Meehl avalia e até o melhor Modelo computacional só chegaria perto das reais complexas Condições do Clima.

No momento, o Sol está estacionado em um período de extremamente baixa atividade, não como o Mínimo de Maunder, que pode Ter Sido Responsável pela pequena Era do Gelo congelou uma Europa que não fim do século 17. E, na segunda metade do século 20, uma radiância solar Relativamente permaneceu constante enquanto as temperaturas globais aumentaram ─ descartando ser a nossa estrela Diretamente responsável pelo aquecimento do planeta.

A pesquisa agora começa explicar um Os mecanismos físicos das mudanças na radiância ter que pueden solar provocado impactos no Planeta. Isso significa que o próximo do Ágio ciclo solar e, consequentemente, não pode ser brilho solar CONDIÇÕES QUE propiciem o surgimento do La Niña ─ águas da superfície do Oceano anormalmente baixas ─ não Pacífico equatorial. "Sempre que isso Acontece, há chances de ocorrer um La Niña fraco ─ como padrão ", prevê Meehl.

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Ter fé faz bem à saúde

November 11th, 2009

 

Fonte: site Vya Estelar
por Elisa Kozasa

Prática regular de rezar o terço, cantar mantras, meditar, aliviam o estresse e reduzem ansiedade de acordo com diversos estudos

"Talvez seja importante em primeiro lugar você mesmo acreditar em algo, além de saber que está recebendo algum tipo de apoio espiritual, com por exemplo, uma oração. Para aqueles que não possuem algum tipo de fé, todo esse fenômeno pode ser explicado como efeito placebo" Recentemente durante uma visita em um hospital, vi um grupo de amigos que estavam aguardando a hora em que poderiam subir para o quarto e conversar com um paciente. Eles pertenciam a um grupo religioso ao qual o referido paciente pertencia. Ao que parecia eles já estavam fazendo uma corrente de orações para a recuperação do companheiro internado.

Será que faz alguma diferença ter algum tipo de fé ou crença na hora da doença?

Será que eu teria mais chances de me recuperar se eu acreditasse em um Deus ou em um plano espiritual? Ou na intervenção de um plano divino para minha saúde e bem-estar?

Em primeiro lugar, pessoas que apresentam alguma crença parecem atribuir maior significado para o que acontece em suas vidas, buscando extrair lições ou melhores comportamentos a partir de eventos negativos. Dessa maneira, parecem conseguir superar adversidades de maneira mais suave, evitando cair em processos depressivos patológicos.

Alguns estudos apontam também para o caráter preventivo da espiritualidade quanto a determinadas doenças, pois em geral irá gerar hábitos de vida mais saudáveis. Há pesquisas que apontam, por exemplo, que jovens que frequentam grupos religiosos possuem menor incidência de abuso de drogas e álcool.

Práticas regulares de rezar o terço, cantar mantras, meditar, aliviam o estresse e reduzem a ansiedade de acordo com *diversos estudos, trazendo um equilíbrio mental e emocional para seus praticantes.

Ter santos, messias, bodisatvas (ser de sabedoria elevada), heróis como exemplos de vida, nos trazem um alento, pois percebemos que mesmo sendo humanos podemos manifestar características divinas e superar grandes dificuldades.

Há estudos que mostram também os benefícios da prática espiritual para o bolso. Uma pesquisa com meditadores citada por Ramesh Manocha, médico e pesquisador que atua na Austrália, mostrou que eles custam menos para os sistemas de saúde. Tenho uma conhecida que certa vez me disse que lá na Califórnia onde ela mora, há um plano de saúde que dá descontos para meditadores.

Por outro lado, a literatura científica apresenta dados contraditórios quanto aos efeitos da prática de orações realizadas por terceiros. Há estudos que mostram um efeito positivo, porém, um estudo realizado por Herbert Benson, um dos pioneiros no estudo da espiritualidade, não conseguiu correlacionar orações realizadas a um grupo de pacientes, que não sabia que recebia essa intervenção, com alguma melhora no estado de saúde.

Talvez seja importante em primeiro lugar você mesmo acreditar em algo, além de saber que está recebendo algum tipo de apoio espiritual com uma oração. Para aqueles que não possuem algum tipo de fé, todo esse fenômeno pode ser explicado como um efeito placebo (aquele em que a pessoa acredita estar sendo tratada e melhora). **Ou seja, pacientes que têm alguma doença e que são tratados apenas por meio da ingestão de uma pastilha inócua, contendo nada mais do que farinha e talvez um pouco de açúcar, acabam se curando da doença, a uma taxa maior do que aqueles que não recebem tratamento algum

De qualquer maneira, placebo ou intervenção divina, os resultados da crença na melhora de sua saúde tem um efeito bastante benéfico.

* Sanchez ZM, Nappo SA. A religiosidade, a espiritualidade e o consumo de drogas.
Rev. Psiq. Clín. 34, supl 1; 73-81, 2007

** Oswaldo Pessoa Jr. – filósofo da ciência, com doutorado sobre física quântica

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“Dar branco” é sintoma de estresse mental momentâneo

November 11th, 2009

 

Falhas na memória quando se está sob pressão (“mental choking”, em inglês ou “dar branco”, em português) pode acontecer com todos, inclusive, profissionais que sabem exatamente como resolver determinados problemas da melhor maneira possível.

Ter um branco mental é algo associado à falta de oxigênio no cérebro pelo excesso de atividade. Agora, cientistas começaram a pesquisar mais a fundo as causas desse momento chamado de “falha completa do pensamento”.

Inicialmente o problema era associado a uma categoria amorfa de falta de oxigenação, mas pesquisadores chegaram à conclusão que o branco mental é causado por um erro específico: pensar demais nos próprios atos e entrar em um ciclo sem solução.

Sian Beilok, psicólogo da Universidade de Chicago, explica que quanto mais alto o nível de conhecimento do que se está fazendo, mais as habilidades de uma pessoa se tornam automatizadas, e não é mais necessário prestar atenção em excesso, o que consome menos oxigênio no processo, alongando o índice de acertos durante uma atividade onde é preciso pensar o tempo todo (como em uma competição ou em um trabalho onde é necessário velocidade na definição de uma ação).

O cérebro dá voltas a esmo

A sequência que leva ao “branco” é mais ou menos essa: quando alguém fica nervoso sobre sua própria performance em resolver algum problema, fixa-se em si mesmo tentando não cometer nenhum erro e, assim, tende a perder o controle sobre suas habilidades previamente construídas. O cérebro tenta resolver todos os pormenores, que normalmente são automatizados, e isso gera uma sobrecarga no processamento da informação, consumindo mais oxigênio e energia e gerando cada vez menos resultados.

No ápice disso tudo é possível que o cérebro abandone algumas tarefas – mais custosas em termos energéticos – para não comprometer outras (manter o equilíbrio do corpo, por exemplo). Em um piscar de olhos a pessoa esquece tudo relativo ao problema que estava tentando resolver: “deu branco”.

Outro estudo feito por Daniel Gucciardi e James Dimmock, psicólogos da University of Western Australia, chegou a resultados curiosos de como é possível  evitar o branco mental e melhorar a resolução de problemas através de técnicas de controle da ansiedade momentânea. Uma dica é pensar em palavras com sentidos amplos (uma cor, digamos), que podem aliviar os processos que estão ocupando regiões determinadas do cérebro.

Outras soluções como pensar em mantras ou músicas em geral, que são pensamentos vagos e genéricos, também podem ajudar o cérebro a não se concentrar em um objeto ou momento específico, deixando o pensamento fluir naturalmente. Ou seja, quanto mais você “desencanar”, mais rápido pode resolver aquele problema que estava travado na sua cabeça.

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da Redação do site "O que eu tenho?"

com informações da University of Chicago

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Amor e Ódio

November 11th, 2009

 

Amor e ódio nascem no mesmo lugar, dizem cientistas
Imageamentos cerebrais revelam onde o ódio se forma, e parece não ser muito diferente do amor

por Katherine Harmon

Fonte: Scientific American

 
As mesmas área do cérebro são ativadas quando as pessoas olham para pessoas que amam ou odeiam

Dizem que o amor vem do coração, mas e o ódio? Pesquisadores estão em busca dos fundamentos neurológicos do ódio, assim como da música, da religião, da ironia e de outros conceitos abstratos. A ressonância magnética funcional (RMf) começa a revelar como essa forte emoção se inicia no cérebro.

No ano passado, o neurobiólogo Semir Zeki, do Laboratório de Neurobiologia da University College London, liderou um estudo que mapeou os cérebros de 17 adultos enquanto contemplam imagens de pessoas que eles admitiram odiar. Na tela nota-se que áreas no giro frontal medial, putâmen direito, córtex pré-motor e ínsula medial foram ativados. Os pesquisadores observaram que partes do chamado “circuito do ódio” também estão envolvidas no início de um comportamento agressivo, mas sentimentos intrinsecamente agressivos ─ como raiva, perigo e medo ─ apresentam padrões cerebrais diferentes dos do ódio.

Certamente o ódio pode surgir de sentimentos positivos, como o amor romântico ─ na figura de um ex-parceiro ou rival em potencial. O amor, porém, parece desativar áreas tradicionalmente associadas com o julgamento, enquanto que o ódio ativa áreas do córtex frontal que podem estar relacionadas com a avaliação de outra pessoa e previsão de seu comportamento.

Algumas associações com o amor, entretanto, são surpreendentes, observam os autores do estudo publicado em outubro de 2008 na PLoS ONE. As áreas do putâmen e ínsula ativadas pelo ódio são as mesmas das do amor romântico. “Essa ligação pode explicar porque amor e ódio estão tão intimamente relacionados nas pessoas.”

No entanto, esse estudo inicial não convenceu a comunidade científica de que essas são as raízes neurológicas do ódio. “Ainda é realmente muito cedo”, observa Scott Huettel, professor-associado de psicologia e neurociência da Duke University, não envolvido no estudo. Outras emoções, como felicidade e tristeza, já são mais bem compreendidas, acrescenta. “Até sensações como arrependimento têm coordenadas neurais bem definidas.”

O próximo passo, segundo Huettel, será realizar mais pesquisas sobre aspectos bem específicos e tipos de ódio ─ incluindo ódio contra grupos de pessoas em vez do ódio a uma única pessoa ─ e depois testá-las em diferentes situações. Também será importante estudar casos em que partes do cérebro tenham sido danificadas e tendências emocionais tenham sido alteradas. “Se a ativação positiva e a debilidade, de uma região do cérebro danificada, forem identificadas, já será um bom indício de que se encontrou, pelo menos, uma parte do circuito”.

Para que serve o ódio, ainda é uma questão debatida. Embora alguns argumentem que o sentimento oferece uma vantagem evolucionária ─ poderia ajudar as pessoas a decidir quem confrontar ou desprezar ─, Huettel observa que, da mesma forma que se identifica um circuito neural dedicado, tudo não passa de “um palpite bem dado”.

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Saiba mais sobre AVC

November 10th, 2009

 

90% dos brasileiros não têm nenhum tipo de informação sobre AVC; indica pesquisa

 

Uma pesquisa da Universidade de Western Ontario (Canadá) publicada neste mês no periódico Neurology mostrou que um em cada oito AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) do tipo isquêmico (em que há obstrução dos vasos) é precedido por uma espécie de alerta, que pode ser classificado como acidente isquêmico transitório.

Segundo os autores do estudo, o conhecimento desses sinais pode ajudar a evitar muitos derrames, com a realização de exames que podem prevenir o evento bem como fazer um diagnóstico precoce, com maior chance de tratamento. Eventualmente há necessidade de uso de remédios ou outros procedimentos. Estudos anteriores sugerem que mais de 80% dos AVCs que ocorrem depois de um sinal de alerta podem ser evitados.

O resultado da pesquisa canadense é ainda mais alarmante se pegarmos como base a análise sobre a população brasileira feita em 2008 pela revista Stroke, principal periódico científico internacional da área. A pesquisa mostrou que 90% dos brasileiros dizem não ter nenhum tipo de informação sobre o AVC.

A situação brasileira é ainda mais grave do que a média mundial porque a maioria dos pacientes procura muito tarde o atendimento médico por desconhecimento da doença e de seus sintomas iniciais, o que dificulta o reconhecimento e encaminhamento rápido para um hospital adequado.

Segundo a cardilogista Lise Bocchino, o acidente vascular isquêmico é o tipo mais comum de derrame, com 80% dos casos. Os demais são do tipo hemorrágico, em que o vaso se rompe e que raramente tem sinais prévios. Os ataques transitórios, também chamados quase-derrames, costumam ser mais comuns em idosos e em portadores de problemas cardiovasculares, diabetes ou hipertensão.

Lise explica que os sintomas dos acidentes isquêmicos transitórios são similares aos do AVC, mas têm intensidade menor e costumam durar menos de 24 horas. "O paciente pode apresentar, principalmente, dormência ou fraqueza no rosto, no braço ou na perna, geralmente em um lado do corpo, além de dificuldades na fala ou esquecimentos. A maioria dos casos se resolve em uma ou duas horas e desaparece espontaneamente", explica a médica.

Segundo a pesquisa canadense, os pacientes que tiveram esse derrame transitório (ou isquemia cerebral transitória) tiveram menos chance de ter um AVC mais grave e de morrer, uma vez que se cuidam, procuram atendimento médico e são medicados, às vezes, para o resto da vida, com sucesso. Também precisaram de menos serviços de reabilitação, bem como não tiveram restrições em suas vidas.

Lise lembra que, nesses casos, a pessoa deve procurar um médico imediatamente para identificar as causas do evento e saber se há uma obstrução vascular e onde ela está localizada. Para evitar e tratar o derrame é necessário buscar ajuda de médicos em centros especializados. Nesses locais são usados anticoagulantes e podem ser realizados procedimentos para colocação de stents para desobstruir o vaso comprometido.

O AVC é a principal causa de incapacidade funcional no mundo e, no Brasil, de morte por causas cardiovasculares. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 5 milhões de pessoas morram a cada ano por causa de acidentes cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, o AVC é responsável por 30% dos óbitos registrados no País. Mesmo os pacientes que sobreviveram a um AVC correm riscos: cerca de 50% morrem após um ano, 30% necessitam de auxílio para caminhar e 20% ficam com sequelas graves.

Sinais do AVC

Fraqueza de um lado do corpo;

Dormência de um lado do corpo;

Dificuldade visual;

Dificuldade para falar;

Dor de cabeça muito forte e sem motivo aparente;

Incapacidade de se manter em pé ou forte tontura.

 

Para evitar o AVC

Praticar exercícios regulares;

Controlar o peso;

Alimentação balanceada, evitando o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans;

Não fumar;

Evitar o excesso de álcool;

Controlar o estresse;

Se tiver mais de 40 anos, realizar pelo menos uma vez por ano check-ups, com controles de pressão arterial, dosagem de glicose e colesterol no sangue;

Se tiver diagnóstico de hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto ou qualquer doença do coração, fazer acompanhamento médico para controle dessas patologias.

 

Fonte: SIte Vya Estelar

Saúde ,

Cérebro determina as cores dos objetos

November 10th, 2009

A pesquisa mostrou que o processo de associação entre objeto e cor seguem por caminhos diferentes. Uma vez havendo dificuldade de conseguir ver o objeto, a representação neural da cor pode continuar ativa e “colar” à um outro objeto similar.

“A cor está no cérebro. Ela é construída da mesma maneira que o sentido da palavra é construído. Sem um processo neural do cérebro, nós não conseguiríamos entender as cores dos objetos, da mesma forma quando ouvimos uma palavra que conhecemos mas não sabemos o que significa”, explica Steven Shevell, um dos autores do estudo. O trabalho amplia o entendimento de como nós somos capazes de integrar diversas qualidades de um objeto (textura, cor, localização) em um todo unificado.

Para estudar esse processo cerebral os pesquisadores usaram uma técnica chamada rivalidade binocular. Dois objetos diferentes eram expostos a cada um dos olhos dos, participantes o que confundia a visão.

“O cérebro tem dificuldade de compatibilizar as informações. Quando a diferença entre esses dois objetos apresentadados é muito grande, ele descarta uma das imagens. O que fizemos foi explorar essa ‘falha’ fazendo com que o cérebro descartasse a forma mas não a cor”, diz Shevell.

No teste os pesquisadores conseguiram fazer com que um determinado objeto pudesse ser associado, e lembrado pelos participantes, com duas cores diferentes. “Para nós parece automático: uma bola de basquete tem uma cor, uma determinada camiseta tem outra. Mas na verdade quem liga a forma do objeto à sua cor é o cérebro”, exemplifica Shevell.

Fonte: University of Chicago

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Pessoas deprimidas podem exagerar nos sintomas de doenças

November 10th, 2009

 

Pessoas deprimidas tendem a sentir mais sintomas físicos de doenças do que elas realmente podem estar experimentando. Um estudo da Universidade de Iowa, EUA, diz que indivíduos deprimidos podem potencializar os sintomas ao não conseguirem se livrar de pensamentos repetitivamente negativos, exagerando o que sentem, especialmente quando recorrem à memória para descrever os sintomas de uma doença ou dor.

Publicado no periódico Psychosomatic Medicine, e liderado por Jerry Suls, o estudo acompanhou 109 pacientes mulheres que preencheram questinários para medir seus níveis de depressão. Durante 3 semanas elas foram monitoradas sobre sua saúde física, incluindo alergias e dores em geral. No final do período foi pedido que as participantes se lembrassem dos dias em que haviam se sentido mal e os descrevessem. As pacientes identificadas como depressivas eram mais propensas a piorar as lembranças dos sintomas ou a aumentar a frequência de dias com dores, por exemplo.

“As pessoas deprimidas tiveram o maior índice de erros ao tentarem se lembrar de como haviam se sentido quanto à saúde, no período de estudo”, diz Suls. Apesar do estudo inicial focar pacientes mulheres, Suls e sua equipe estão finalizando resultados de grupos mistos, com resultados semelhantes.

É importante lembrar, diz o pesquisador, que ao exagerar esses sintomas a depressão pode contribuir para que os indivíduos se motivem menos a exercer tarefas diárias, exceder nos medicamentos ou mesmo visitar mais vezes ao médico.

“Mas os médicos não devem simplesmente descartar sintomas reportados por pacientes com quadros depressivos. O que acontece é que as lembranças desses quadros podem ser exagerados”, lembra Suls. “Um médico que acompanhe um paciente com esse perfil pode pedir que o paciente faça um diário dizendo como ele está se sentindo no dia. Isso pode contribuir para que ele tenha um registro fiel da evolução de uma possível doença”, sugere.

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da Redação do Site O QUE EU TENHO?

com informações da University of Iowa

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Leite Materno com Nicotina

November 9th, 2009

Filhos de mães fumantes têm mais chances de sofrer com cólicas agudas quando bebês

Substância presente na nicotina é eliminada no leite materno, causando o problema

Fonte:

SIte MInha Vida

 

 

Bebês, cujas mães são fumantes, têm o dobro de chances de sofrer com episódios de cólica excessiva, conforme sugere uma pesquisa publicada na revista Archives of Disease in Childhood.

Pesquisadores da Organização Australiana de Pesquisa Científica Aplicada entrevistaram pais de mais de 3 mil bebês, os quais tinham, no máximo, seis meses de idade para descobrir a relação entre a cólica dos bebês e o fumo. A cólica foi relacionada ao choro com mais de três horas de duração por dia, em mais de três dias por semana e estava duas vezes mais presente nos filhos das mães que fumavam entre 15 a 50 cigarros por dia, comparados com os filhos de mães não fumantes.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque a cotinina, substância presente na nicotina do cigarro, é eliminada no leite materno. Quando ingere o leite contaminado, o bebê tem seu sistema metabólico afetado em função da amamentação.

Quanto mais cotinina receber da mãe, maior será a intensidade da cólica do bebê. Novos estudos devem ser feitos para saber ao certo como imunizar os bebês contra a cotinina, mas a recomendação dos médicos é para que as mulheres não fumem durante a gestação e amamentação do bebê, já que o hábito pode trazer outra série de problemas como: abortos espontâneos, prejudicar o desenvolvimento adequado do feto, nascimento de bebês prematuros ou abaixo do peso, complicações durante o parto, entre outros.

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