Archive

Archive for December 19th, 2009

Escolha a cor certa e seja feliz

December 19th, 2009

Fonte: Jornal O EXTRA

São diversas as ciências que estudam e afirmam a influência das cores no ser humano, seja no aspecto físico, psicológico ou espiritual. É por isso, e não por futilidade, como pode ser alegado por muitos maridos e namorados, que a escolha da calcinha é tão importante para a virada do ano.

Segundo a cromoterapeuta Ondina Balzano, são três as ciências que estudam as cores de maneira diferenciada: a cromoterapia, voltada para o tratamento da saúde; a cromosofia, que estuda a ligação com a mente humana; e a cromologia, estudo das cores na física, em especial a sua origem no espectro
eletromagnético.

No entanto, todas elas têm o mesmo intuito: ajudar as pessoas a usarem as cores a seu favor, seja para estimular, acalmar ou auxiliar no conhecimento interior. Atualmente, a cor, que por muito tempo foi utilizada
somente pela estética ou para distinguir grupos sociais — na monarquia, por exemplo, mulheres “de bem” só podiam usar tons pastéis —, passou a ter também finalidades e funcionalidades práticas.

Desde a escolha do vestido à maquiagem, passando, é claro, pela calcinha, demonstramos nossa disposição para o que está por vir e atraímos diferentes vibrações.

A energia com que começamos o ano vai além da festa da virada. Há cores que incentivam o lado espiritual, o financeiro, as relações amorosas, a amizade, o otimismo, a tranquilidade e até mesmo a coragem, mas como saber qual é a cor certa?

O EXTRA selecionou algumas simbologias e significados que podem ajudar no momento da escolha. Mas, lembre-se, apesar da influência das cores, ação e consciência interior são seus melhores aliados.

VERDE
É a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Nasce da união do azul do céu com o amarelo do sol, e representa a esperan-
ça, o vigor, as energias da natureza, a criatividade, a perseverança, a segurança, a satisfação e a fertilidade. Simboliza vida
nova, crescimento, descanso, desejo e saúde.

AZUL
Simboliza o céu, o espírito e o pensamento, e é a mais fria das cores, transmitindo seriedade, confiabilidade e fluidez.
Tem grande poder de desintegrar as energias negativas, e favorece a paciência, a amabilidade, a lealdade e a serenida-
de. Promove o entendimento entre as pessoas.

ROSA
É o vermelho temperado com as qualidades do branco. Inspira o romance, a empatia, o companheirismo, a bondade e a ingenuidade. Eleva as vi-
brações e o contato espiritual, afastando energias negativas e promovendo a fraternidade. Significa beleza, saúde e sen-
sualidade.

BRANCO
É a união de todas as cores. Suas principais características são a purificação, a transformação e a paz. Incentiva a sinceridade e
repele as energias negativas, equilibrando a aura. Traz proteção, ativa o instinto, a memória, e os sonhos. Expressa, assim, a
ideia de inocência, divindade, calma e harmonia.

LARANJA
É a mistura do vermelho com o amarelo, e traz as qualidades dessas duas cores. Simboliza principalmente a alegria, e também está relacio-
nada à juventude, ao otimismo, à gentileza, à cordialidade, à atração, à tolerância e à prosperidade. É considerada uma cor quente, ativa,
que estimula o movimento e a espontaneidade. Tem poder de encorajar e atrair o sucesso e a boa sorte, além de incentivar a agilidade
mental e afastar a preguiça.

VIOLETA
Representa o mistério e a ausência de tensão. É a cor da alquimia e da magia, e é vista como potencializadora da energia cósmica e da inspi-
ração espiritual. Expressa sensação de individualidade associada à intuição e à dignidade. Influencia emoções e humores e incentiva a sabe-
doria e a concentração. É utilizada a favor da devoção, da piedade, da sinceridade, da purificação e da transformação. Pode significar cal-
ma e autocontrole.

VERMELHO
É a mais quente, ativa e excitante das cores. Incentiva a paixão, o vigor físico, a força de vontade, a conquista, a lideran-
ça, o entusiasmo e a autoestima. Simboliza perigo, fogo, sangue, poder, combate e conquista. É a cor da aproximação e do
encontro. Mas, se usada em excesso, torna a pessoa agressiva.

AMARELO
É a cor indicada para 2010. Irradiando para todas as coisas e lugares, o amarelo, ou o dourado, tem o poder de despertar a
vivacidade, a alegria, o desprendimento e a leveza. Simboliza prazer, criatividade, luz, vibração e juventude. Atrai o dinhei-
ro, o riso e ativa o intelecto e a comunicação.

Holismo

Aprenda a fazer automassagem em casa

December 19th, 2009

Por Iara Biderman

Folha On Line

 

Deitada de costas no chão, com uma bolinha de tênis posicionada logo acima do osso sacro, que fica na base da coluna vertebral, a bailarina e terapeuta corporal Patrícia Noronha rola lentamente o corpo para a direita e para a esquerda.

No movimento, a pressão da bola massageia toda a região lombar, relaxando os músculos enrijecidos pelos ensaios, aulas de dança ou por qualquer estresse do dia a dia.

Noronha incorporou a automassagem à sua rotina há tempos, e não só por causa da profissão. "Por muito tempo, tive problemas na coluna. Com a automassagem, conseguia diminuir os sintomas", afirma.

Os benefícios não são apenas para quem tem algum problema de saúde, e a prática não exige um conhecimento tão aprofundado de técnicas corporais como o da bailarina.

Ao contrário, um dos trunfos da automassagem é que ela está, literalmente, à mão de qualquer um. E pode ser feita sem hora marcada e sem custos.

Exige alguma prática e habilidade? Segundo os especialistas, não necessariamente. "Quando sentimos alguma dor, instintivamente passamos a mão no ponto dolorido. A automassagem, em sua forma mais simples, é justamente deslizar, friccionar ou fazer certa pressão com as mãos e os dedos nos músculos", diz a fisioterapeuta Paula Nina, da Luiza Sato Shiatsu, clínica de terapias corporais de São Paulo.

 

A fisioterapeuta Paula Bachi, da academia Bio Ritmo, acredita que todo mundo pode tirar proveito da automassagem –e, de preferência, deve fazê-la todos os dias. "Problemas corriqueiros, sobrecarga por exercício, tudo isso acaba enrijecendo os músculos. Quando você se massageia, sabe onde necessita relaxar e o quanto de pressão exercer para não causar dor."

Claro que aprender algumas técnicas ajuda. Michelly Eggert, professora do curso de naturologia da Universidade Anhembi Morumbi, afirma que a automassagem é um complemento de massagens aplicadas por profissionais. "Ela funciona como manutenção do bem-estar obtido em uma massagem profissional. Mas é importante a pessoa aprender os movimentos exatos para alcançar esses efeitos", diz Eggert.

 

O massoterapeuta Sidney Donatelli, da Associação de Massagem Oriental do Brasil, que oferece cursos de automassagem com técnicas baseadas na medicina tradicional chinesa, esclarece que há pontos específicos para se exercer pressão ou fricção, mas os movimentos são simples e não é obrigatório fazer um curso para poder se automassagear.

"Todo mundo pode fazer. A automassagem tem um sentido profilático, ajuda a manter a saúde e a prevenir doenças. Ela pode melhorar pequenos sintomas, como dores musculares ou cefaleia tensional. Se esses sintomas forem recorrentes ou muito agudos, é preciso o acompanhamento de um profissional", diz Donatelli.

Ao se automassagear, a pessoa dificilmente ultrapassa os limites do corpo, porque naturalmente diminui a intensidade da massagem ao sentir dor ou desconforto. E, conforme incorpora a prática à rotina, vai aumentando a consciência corporal. Além disso, dedicar um tempo a si próprio, concentrar-se em partes de seu corpo e respirar mais lentamente já induz um estado de relaxamento.

 

Contra a tensão

Para Marcos Freire Jr., autor do livro "Automassagem e Medicina Chinesa" (ed. Mauad, 144 págs., R$ 40), a automassagem pode começar com o toque físico, mas, ao fazê-la regularmente, a pessoa acaba desenvolvendo a concentração em seu corpo e na respiração e aprende a distinguir os pontos de tensão e o que leva ao enrijecimento dos músculos.

O efeito mais evidente é na tensão muscular, auxiliado pela produção de calor no local massageado, segundo Eggert, mas ela também acredita que os efeitos não físicos são os mais importantes. "A automassagem apresenta mais benefícios do que contraindicações", diz.

As condições que contraindicam ou limitam a aplicação da massagem também se aplicam à automassagem. Pessoas com lesões na pele ou nos músculos, inflamações dos tendões, trombose venosa ou câncer não devem se massagear sem receber o aval do médico e orientação sobre como aplicar a técnica.

"São situações em que determinados pontos do corpo não podem ser estimulados, o que torna a massagem arriscada se não for acompanhada por um profissional de saúde", diz Nina.

Quando não há impedimento, cerca de 20 minutos de automassagem são suficientes para promover relaxamento e melhorar a organização do corpo. "Quem quiser e tiver disponibilidade, pode fazer uma sessão completa, dos pés à cabeça, que leva cerca de 50 minutos.

Se isso não for possível, a pessoa pode automassagear apenas as áreas que estão mais tensas ou doloridas. Mas 15 minutos é o mínimo para as redes neurais receberem os estímulos dos toques na pele e nos músculos", diz Donatelli.

Óleos e cremes hidratantes podem ser usados para ajudar no deslizamento ou na fricção das mãos sobre os músculos e aumentar a sensação de bem-estar. Porém, se a técnica de automassagem for a de pressionar pontos específicos com as pontas dos dedos, é melhor não usar nada, segundo Donatelli.

Além dos produtos comerciais comuns, podem ser usados óleo base para massagem ou creme hidratante neutro e sem aroma acrescidos de óleos essenciais com propriedades específicas. "O óleo essencial de lavanda é muito relaxante. O "lemon grass" [capim-santo] aumenta a vascularização do tecido muscular. Já o óleo essencial de alecrim, que também melhora a circulação e promove aquecimento do músculo, deve ser evitado por pessoas com problemas vasculares e hipertensão", exemplifica Eggert.

Há também alguns massageadores manuais ou elétricos à venda no mercado. Mas os iniciados em automassagem preferem usar acessórios como bolinhas de tênis e pedaços de bambu, que não foram feitos especificamente para massagem, mas costumam ser eficazes para relaxar os músculos ou estimular pontos específicos do corpo.

Holismo

A catapora não é doença inofensiva

December 19th, 2009

 

Estudos mostram que catapora não é doença inofensiva

Por: IARA BIDERMAN
colaboração para a Folha de S.Paulo

Apesar de ser considerada uma doença benigna da infância pela maioria da população, a catapora é uma infecção viral com um risco considerável de complicações e causa de um número alto de internações, segundo estudos inéditos apresentados no 15º Congresso Brasileiro de Infectologia Pediátrica, que ocorreu de 9 a 12 de novembro em Vitória (ES).

Mães e Filhos

Em Belo Horizonte, um levantamento feito entre 2003 e 2005 no Hospital Infantil João Paulo II, considerado referência em infectologia pediátrica no Estado de Minas Gerais, registrou 3.800 casos de crianças com varicela (o nome técnico da catapora). Destas, 937 (cerca de 25%) foram internadas por complicações da doença. Segundo a pediatra Sílvia Andrade, que participou da pesquisa, 85% das crianças internadas não tinham doenças prévias, como as auto-imunes ou câncer, que são responsáveis por complicações de viroses.

Os dados de Belo Horizonte fazem parte de um estudo multicêntrico organizado por Aroldo Prohmann Carvalho, professor de pediatria da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que inclui, além de Belo Horizonte, dados de São Paulo, Florianópolis e Recife. No total, foram registradas 1.600 internações de crianças por complicações da doença.

Outro levantamento, feito entre 2006 e 2007 no Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, mostrou que a varicela foi responsável por cerca de 11% das internações no setor de isolamento pediátrico do hospital. Para Eitan Berezin, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, é um número estatisticamente significante, "especialmente se for levado em conta que é uma doença que pode ser prevenida".

Maria Célia Cervi, professora do Departamento de Pediatria da USP de Ribeirão Preto, acrescenta que as complicações da doença significam um alto custo para a saúde pública. "O custo de cada criança internada foi de R$ 500 por dia."

No mesmo congresso, foi apresentado outro estudo, feito entre 2006 e 2007 no Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR). "A taxa de internação foi menor [156 internações em 2.212 casos de varicela], mas ocorreram cinco mortes de crianças", relata Alexandre Arias, do Instituto de Ensino Superior Pequeno Príncipe e um dos autores do estudo.

Roberto Tozze, pediatra do pronto-socorro do ICr (Instituto da Criança) do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que, embora não saiba de estudos mostrando a incidência de complicações ao longo do tempo, sua experiência clínica mostra um possível aumento. "Aparentemente, não havia tantos casos de complicações da varicela quanto vemos hoje."

Infecções

A complicação mais comum é a infecção bacteriana cutânea. Lesões na pele, que surgem principalmente quando a criança coça as vesículas e pústulas (bolhas), são porta de entrada para bactérias, que podem atingir o tecido subcutâneo, inflamando-o, num quadro chamado celulite. Pneumonite (infecção viral), pneumonia (bacteriana), meningite asséptica (viral) e lesões oculares são outras complicações.

Nos casos mais graves, as complicações podem levar a infecções generalizadas como síndrome do choque tóxico e sepse, que evoluem rapidamente e podem causar falência dos órgãos e morte.

Para o pediatra Evandro Roberto Baldacci, do ICr, a idéia comum entre o público leigo de que não há problema em contrair catapora na infância e que isso pode até ter um lado bom, o de prevenir a doença na vida adulta (quando as complicações são muito mais freqüentes e graves), não é preconizada pela classe médica. "Sabemos que, apesar de os riscos serem menores [na criança saudável], eles existem e podem evoluir para um quadro grave."

Para evitar problemas

Quando não apresenta complicações, a varicela é uma doença autolimitada, ou seja, a cura ocorre passado o ciclo, que dura de sete a dez dias, sem a necessidade de remédios. Não coçar as vesículas e pústulas, manter as unhas da criança bem curtas e lavar constantemente as mãos e o corpo são as melhores formas de evitar complicações.

Não é recomendado o contato com crianças contaminadas, mas a transmissão pode ocorrer antes que a doença comece a se manifestar. A vacina contra catapora oferece entre 70% e 90% de proteção, diz Tozze, mas não pode ser dada a crianças com menos de um ano e não está disponível na rede pública.

Saúde