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Archive for January 4th, 2010

A Força do Ômega 3

January 4th, 2010

 

Ômega 3 é capaz de regenerar neurônios de ratos, aponta pesquisa

Fonte: UOL Ciência e Saúde

Um estudo realizado em ratos por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o ômega 3 é capaz de regenerar neurônios. A pesquisa aponta para a possibilidade de, no futuro, se criar drogas que possibilitem a regeneração cerebral de pessoas com epilepsia e alguns tipos de demências.

Para a realização da pesquisa, 20 ratos adultos foram separados em quatro grupos distintos, com livre acesso a água e comida. Ao primeiro grupo, chamado de controle sadio, foi administrado placebo. Ao segundo, que também era composto por animais sadios, foi incluído em sua dieta ômega 3. Nos grupos 3 e 4, formados por ratos com crises de epilepsia, foi administrado placebo a um e, ao outro, o ômega 3. A quantidade do ácido graxo administrado aos ratos foi compatível com a quantidade de ingestão de peixes recomendada a seres humanos, que é de três vezes por semana.

Após 60 dias ininterruptos de tratamento, a análise do tecido cerebral dos ratos mostrou que o ômega 3 foi capaz não apenas de minimizar a morte de células cerebrais dos animais com epilepsia, como também capaz de regenerá-lo, com a formação de novos neurônios.

De acordo com o neurocientista Fúlvio Alexandre Scorza, chefe da disciplina e coordenador da pesquisa, os resultados indicam que o cérebro é capaz de se regenerar, o que é importante porque crises prolongadas de epilepsia podem lesionar os neurônios.

Em 2008, Scorza e sua equipe de pesquisadores já haviam verificado que esse ácido graxo – encontrado em maiores concentrações no salmão, no atum e na sardinha – ajudava a prevenir a morte neuronal em ratos com crises de epilepsia. Isso, graças ao seu potencial de aumentar a produção de proteínas que capturam a entrada do cálcio no neurônio e, consequentemente, diminui a morte dessas células.

Após os resultados encontrados, estudos sobre o efeito da adição do ômega 3 na dieta de crianças com epilepsia refratária – de difícil controle – estão sendo conduzidos por médicos da Unifesp e da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. Entretanto, segundo o pesquisador, o principal tratamento da doença ainda é medicamentoso e a adição do ácido graxo na alimentação desses pacientes é apenas coadjuvante para tentar minimizar as crises.

Parasita

Caracterizada pela alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, a epilepsia pode ocorrer sem uma causa aparente ou devido a traumas na cabeça ou durante o parto, tumores cerebrais e abuso de álcool e drogas. Sua incidência varia entre 1% e 2%, sendo mais freqüente nos países em desenvolvimento, onde ainda são comuns casos de desnutrição, doenças infecciosas, principalmente por falta de saneamento básico adequado, e assistência médica deficiente.

No Brasil, a principal causa da epilepsia ainda é a neurocisticercose, doença causada pela ingestão acidental dos ovos da Taenia solium – popularmente conhecida como solitária – presentes em verduras mal lavadas, água contaminada ou carne de porco crua ou mal cozida.

Alimentação ,

Adolescentes que dormem pouco têm maior tendência para depressão, indica pesquisa

January 4th, 2010

Os adolescentes que relataram que habitualmente dormem por cinco horas ou menos por noite têm 71% mais probabilidade de apresentara depressão, e 48% mais propensos a ter pensamentos com idéias de de suicídio, em comparação com os jovens que têm oito horas de sono por noite. Isso é o que indica um novo estudo da Columbia University Medical Center, de Nova York, nos Estados Unidos. A pesquisa foi publicada no número de janeiro de 2010 da revista médica SLEEP.

Os pesquisadores coletaram dados sobre 15.659 adolescentes e seus pais, que haviam participado do National Longitudinal Study of Adolescent Health. Os adolescentes eram alunos da 7ª até a 12ª série, entre 1994 a 1996.

Foi verificado que a duração média do sono foi de 7 horas e 53 minutos – os pesquisadores observam que os adolescentes precisam de 9 horas de sono diárias. Além disso, cerca de 70% dos jovens disseram que ia para a cama dormir de acordo com os horários determinados por seus pais.

Os pesquisadores disseram que a falta de sono pode gerar irritação, o que dificulta a capacidade de lidar com o estresse da vida diária, prejudicando as relações com os colegas e adultos. Assim, concluíram que educar os adolescentes e seus pais sobre os benefícios das práticas mais saudáveis de sono pode ser adequado, e que seus resultados são consistentes com a teoria de que o sono inadequado é um fator de risco para depressão.

Recomendam ainda que os pais de adolescentes devam definir horas de dormir mais cedo para ter certeza de um sono adequado.

Fonte: SLEEP,2010; vol 33, 97-106.

Holismo

Egoísmo gera solidão e atrasa suas metas

January 4th, 2010

 

Quem pensa demais em si mesmo perde oportunidades criativas

Fonte: Site Minha Vida

 

Só em falar no assunto, a polêmica paira no ar: quem é egoísta tem dificuldade em admitir ou prefere ficar calado, com medo das críticas. E quem se opõe a esse tipo de comportamento não perde a chance de criticá-lo. "Há uma idéia de que o egoísta sempre age em benefício próprio, mesmo que isso possa prejudicar alguém", afirma o psiquiatra Geraldo Possendoro, especialista em medicina comportamental. "Portanto, quem critica uma pessoa egoísta também está agindo em causa própria, com receio de que venha a sofrer os efeitos do egoísmo do outro".

Os especialistas ainda não sabem dizer se pensar demais em si mesmo é uma característica natural dos seres humanos ou um hábito que aparece com o tempo, conforme as experiências vividas. "Sabemos que as crianças são egoístas e dependem disso para afirmar suas vontades. Mas faz parte da passagem à idade adulta o abandono deste modelo", explica o médico. Com as responsabilidades crescendo, o individualismo tende a surgir, ou seja, um comportamento em que é preciso satisfazer suas necessidades, mas sem abrir mão de pensar nas outras pessoas.

O egoísta sempre quer tirar o melhor proveito da situação.

Egoísta ou egocêntrico?
As palavras são parecidas, mas o uso delas refere-se a perfis bem distintos. "Uma pessoa egocêntrica não olha para os lados, ela não quer saber como os outros estão se sentindo. O mundo inteiro precisa se adaptar aos interesses do egocêntrico", afirma o psiquiatra. Já o egoísta, segundo ele está preocupado em tirar o melhor proveito da situação conforme ela se apresenta.

Na prática, a diferença aparece de forma bem simples. "O egoísta aceita ir ao cinema, mesmo detestando o filme, desde que o melhor lugar esteja reservado para ele. Já o egocêntrico só combina programas que ele aprove, jamais admitindo alguma contrariedade, por menor que seja ela", exemplifica a psicóloga Carmem da Nóbrega, de Campinas.

Egoismo - Foto: Getty Images

Lidar com gente assim não é moleza e, na maioria das vezes, a solidão acaba sendo a única companhia de quem, simplesmente, não se ocupa com o outro. "Tenho um grupo de amigos que sempre sai junto. Nós somos parecidos, então é difícil ter confusão na hora de decidir o que fazer", afirma a secretaria Magali Novaes. "Mas arrumei um namorado que me levou a brigar com meus amigos, porque tudo tinha de ser do jeito dele. Até que nem eu aguentei mais e acabamos nos separando".

Esse tipo de choque, na maioria das vezes, tem resultados extremos: contribui para o que o egoísta repense sua forma de agir ou agrava ainda mais o isolamento desse tipo de pessoa. "O ideal, nesses casos, é mostrar que a colaboração é positiva, que todos ganhamos ao permitir que o outro expresse seus desejos", diz a psicóloga.

O problema é que existe muito mal entendido entre estar disposto a entender outras pessoas e ceder a vontades que não são suas. "E não é isso: quando você decide ouvir quem está por perto, há muito mais chances de resolver os impasses da rotina de forma criativa. O egoísta perde muitas oportunidades ao deixar de ar ouvidos ao outro, com medo de que seus objetivos estarão sob ameaça", diz o especialista da Unifesp.

Lado bom
Camila Moura, hoje estudante de arquitetura e estagiária de uma empresa de construção, precisou ter sangue frio e bancar o egoísmo em nome de um sonho. "Via minha família passar dificuldades financeiras durante o ano inteiro, mas não podia ajudar. Eu tinha que usar meu dinheiro para pagar a matrícula da faculdade. Hoje ganho bem e posso dar uma vida confortável a eles", conta ela.

Só é preciso ficar de olho nas situações em que o seu comportamento começa a atrapalhar o convívio social, afastando as amizades e dificultando o relacionamento. "Além de não se preocupar com o outro, casos extremos de egoísmo são marcados pelo prazer em fazer escolhas que vão magoar o outro", explica o psiquiatra.

Egoísmo patológico
Veja os sinais de que o problema precisa de tratamento especializado, com um psicólogo ou com um psiquiatra

Dificuldade de relacionamento: no trabalho, em casa ou com os amigos, há sempre uma briga na hora de fazer escolhas e o que deveria ser uma experiência agradável termina em conflito. "É normal discordar dos outros de vez em quando. Mas vale analisar se você só está satisfeito quando tudo está a seu favor", afirma Carmem. 

Falta de interesse nas atividades que outras pessoas sugerem: se tudo não está do seu jeito, melhor desistir. "Pessoas egoístas não conseguem se envolver em atividades que tragam mais benefício ao outro do que a elas próprias", afirma a psicóloga.

Solidão: uma pessoa egoísta, raramente, tem um grande círculo social. Os amigos inventam desculpas para se afastar dele e a família não faz questão de tê-lo por perto. No trabalho, há problemas para desenvolver projetos em equipe.

Holismo