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Ioga para mamães…

January 11th, 2010

 


… e bebês. Isso mesmo! A famosa prática além de beneficiar a gestante durante a gravidez pode continuar sendo feita após o parto, agora com uma agradável companhia: o bebê

Por: Redação Sempre Materna
Ilustração/Foto: Glaucia Iaconelli/studio quattro
Publicado em: 01/11/2007

A palavra ioga vem do sânscrito e significa união do corpo, mente e espírito. Essa integração, de acordo com a prática milenar hindu, traz harmonia, disposição e energia. Com seus exercícios posturais, de respiração, concentração e meditação, a técnica chegou aos países ocidentais no final do século 19, ganhou impulso com o movimento hippie e voltou à moda recentemente, transformando-se numa das melhores opções de atividade para as gestantes.

“A ioga para gestantes é um método desenvolvido especificamente para este período da vida da mulher, em que o mais importante é o elo mãe-bebê”, afirma a naturóloga e professora de ioga Marielen Cristina Pereira. Durante a prática, a mãe transmite ao bebê que está gerando sensações de paz, amor e segurança, que vão contribuir para que ele se torne um ser humano tranqüilo, amoroso e seguro. A gravidez é um estágio muito importante para o bebê, já que todas as funções humanas essenciais, tanto físicas quanto emocionais, são desenvolvidas. “Durante esses nove meses o bebê é um parceiro ativo da mãe, dividindo com ela o fluxo dinâmico de energia de vida e dependendo dela para todos processos internos do corpo.”

Na gestação, todos os sistemas corporais estão trabalhando para dois. Ao mesmo tempo desenvolve-se uma comunicação subconsciente, emocional e até mesmo física, que é completamente natural e instintiva.

“O bebê aprende durante a gravidez através de ricas e diferentes experiências no útero. O som da voz da mãe, seus movimentos, pensamentos e sentimentos, e até mesmo os seus sonhos, influenciam o bebê e fazem parte do mundo dele”, explica Marielen.

Recomendada a partir do terceiro mês até a hora do parto, sempre com a aprovação do obstetra, a ioga trará grandes benefícios durante a gravidez auxiliando a gestante a sentir-se e ao seu bebê de uma forma mais profunda, criando espaço e tempo para integrar todo o processo de mudança que está acontecendo. “Assim, gradualmente, ela vai se ajustando e percebendo suas novas prioridades e o novo estilo de vida que está por vir”, diz a professora.

DEPOIS DO PARTO

Duas semanas depois do parto normal e um mês após a cesárea, a mamãe pode retornar à prática da ioga. “Mas agora em vez de trazer o bebê na barriga, ela vai trazê-lo nos braços”, conta Marielen. “A baby ioga é umas das poucas oportunidades que a mamãe tem de resgatar força e flexibilidade de forma agradável, integrando-se e harmonizando-se com seu filho.”

Durante a prática, o bebê é envolvido em diversos movimentos junto com a sua mãe, incentivando-a enquanto permanece ao seu lado. “Todo mundo sai ganhando: os bebês através dos exercícios de estimulação, massagens, mantras e ásanas (posturas da ioga), e as mamães, com movimentos que combatem e aliviam o stress, auxiliam na amamentação, fortalecem e alongam musculatura da coluna, pélvis e da barriga.” Óleos essenciais e terapia floral também são utilizados e servem como mais uma ferramenta natural para estimular o relaxamento e bem-estar da mamãe e do bebê.

Até os 6 meses, a atividade enfatiza a conexão e interação entre a mãe e o bebê. Depois disso, a relação entre os dois é desfocada e o bebê passa a ver a mãe como um espelho, imitando seus movimentos. O bebê pode acompanhar a mãe na prática até 1 ano e meio, quando então já pode passar a fazer a aula de ioga para crianças.

A prática regular de baby ioga promove uma melhoria significativa na postura e no equilíbrio, proporcionando relaxamento e bem-estar; redução de desconfortos, tensões, ansiedade e stress; aumento do tônus muscular, inclusive do abdômen e queima de gordura. “Isso sem contar as amizades e troca de experiências com novas mães e bebês”, conclui a professora.

Holismo

O Sabor e a personalidade

January 11th, 2010

 

Preferência por certos sabores pode revelar traços da personalidade

Cristina Almeida
Especial para o UOL Ciência e Saúde

De hoje em diante, quando alguém lhe abordar com a máxima "Diga-me o que comes e te direi quem és", pense bem no que vai responder. Segundo pesquisadores italianos, que conjugam medicina, nutrição e psicologia, a preferência por doce ou salgado e até a predileção por sorvete de casquinha ou picolé podem revelar características da personalidade.

Segundo o psicólogo italiano Fernando Dogana, autor do livro Tipi D’oggi, profili psicologici di ordinaria bizzarria, ou "Tipos de hoje, perfis psicológicos de ordinária extravagância" (sem tradução para o português), gostar mais de alimentos salgados ou adocicados é algo que tem início nos primeiros anos de vida.

 

Arquivo Folha Imagem

Segundo o pesquisador, quem prefere salgado tende a ser mais assertivo, dinâmico, extrovertido e empreendedor
Arquivo Folha Imagem

Já os amantes incondicionais de doces seriam mais dependentes, introvertidos e com tendência a buscar acolhimento
 
 
 

Em um estudo, ele observou que apreciadores de doces possuem características mais ligadas à criança. “Esse perfil psicológico pode estar preso às orientações infantis, fato que confere maior dificuldade para dar o salto evolutivo em direção à maturidade”, relata o autor.

Outra peculiaridade apontada pela pesquisa foi a maior prevalência de códigos tidos como femininos nas condutas de quem prefere chocolate a picanha: dependência, busca por ambientes acolhedores e protetores, capacidade de compartilhar, tendência à introversão e inserção em relações de conforto recíproco. Para eles, afirma Dogana, “a alimentação tem importância afetiva e o prazer consequente é reconhecido como uma sensação intensa, mas tranquila; envolvente, porém associada à transgressão e regressão infantis”.

Já os amantes do salgado, segundo os resultados, são indivíduos detentores de grande energia. A tendência é que sejam mais assertivos, dinâmicos, extrovertidos e empreendedores. Parecem ter um comportamento racional/funcional em relação à própria alimentação e o prazer à mesa depende da presença de estímulos fortes. “Nos relacionamentos interpessoais, são seguros de si, autônomos e sua franqueza beira à agressividade”, complementa.

A pesquisa contou com 300 homens e mulheres, de 15 a 50 anos. O método utilizado para análise foi um questionário adaptado que explorava a origem dos gostos, além de vivências e hábitos alimentares.

Comida e emoções

Estudioso das influências psicossociais na relação dos homens com a comida, o neurologista e psiquiatra Giuseppe Ierace, ex-professor da Universidade de Messina, na Itália, diz que existe uma ligação direta entre o chamado lobo límbico, centro das emoções no cérebro, e o córtex gustatório e olfatório, regiões onde os sabores e odores são processados. “No passado, as preferências de gosto eram uma resposta aos condicionamentos biológicos, e a sobrevivência dependia completamente desse sistema”, completa o especialista.

Evoluído, o comportamento alimentar dos homens se tornou complexo e movido pelo desejo de prazer ou pelo evitamento do desprazer (hedonismo). Entretanto, comenta o médico italiano, “comer somente o que é mais saboroso pode ser uma das prováveis causas da dificuldade de gerenciar o equilíbrio físico e energético”.

Clima, situação geográfica, cultura e religião, aspectos históricos, econômicos, psicológicos e funcionais aumentam a lista de fatores que influenciam as escolhas pessoais. As pessoas buscam não só alimentos necessários para as funções vitais, mas também escolhem itens que têm influência sobre as emoções – um prato de massa no jantar tem função sedativa para o sistema nervoso, assim como um café ajuda a combater o desânimo.

Gosto não se discute

Mas por que uma escolha alimentar prevalece sobre outra? Responder a essa pergunta não é tarefa para amadores. Some-se a isso o fato de que cada pessoa reage aos estímulos do paladar de forma única e, portanto, mesmo que estejam inseridos em um mesmo contexto, dois indivíduos podem ter reações diferentes à mesma comida. Os cientistas afirmam que o que se tem são apenas evidências. E elas levam a crer que componentes biológicos e fisiológicos estejam envolvidos no sistema das preferências.

Além disso, o gosto de qualquer pessoa pode se modificar diante de alterações no organismo, como explica Dogana. Exemplo disso é alteração da percepção dos sabores em decorrência de um resfriado. "A gravidez é outro estado no qual o desejo por alimentos nunca apreciados pode se manifestar”, lembra.

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