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Archive for January 15th, 2010

Relação entre Câncer e Estresse

January 15th, 2010

 

Pesquisa científica identifica evidência entre câncer e estresse

Da Efe

Pesquisadores chineses e americanos demonstraram cientificamente pela primeira vez que existe uma relação direta entre o câncer e o estresse. A pesquisa está publicada na edição de hoje da revista "Nature". Os cientistas afirmam que as células atingidas pelo estresse podem emitir sinais que levam à geração de tumores que afetam as células sadias vizinhas.

Um estudo publicado este mês no British Journal of Urology International aponta mais um problema que pode ser provocado pela obesidade. Segundo pesquisadores americanos, o excesso de peso pode levar a um maior risco de desenvolver a forma mais comum de câncer renal. Avaliando mais de 1,6 mil pacientes com tumores nos rins, os especialistas descobriram que as pessoas obesas teriam 48% mais chances de desenvolver câncer renal, e esse risco aumentaria em 4% para cada ponto extra no índice de massa corporal (IMC).
CÂNCER E OBESIDADE
 
 
 
 
 

Apesar de ter sido realizado com moscas de frutas, o estudo indica que os mesmos genes e as mesmas sequências biológicas envolvidas neste processo estão presentes nos seres humanos.

Até agora, sabia-se que as inflamações crônicas, causas-chave do estresse, estão associadas ao crescimento dos tumores em doentes de câncer e alguns especialistas argumentam que as emoções negativas, os hormônios do estresse, as inflamações e o câncer podem estar inter-relacionados, embora não exista uma evidência clara.

Também há um consenso que as mutações genéticas causadoras do câncer só afetam individualmente as células. Mas este estudo indica que nem sempre é assim, já que diferentes mutações em células distintas podem colaborar, entre estas na geração Y, no desenvolvimento dos tumores.

Genes mutantes

Os autores do estudo centraram o trabalho na atividade de dois genes mutantes causadoras de cânceres.

Um deles é o RAS, que está relacionado com 30% dos casos da doença, e o outro é um gene supressor dos tumores que quando se apresenta de maneira defeituosa propicia o desenvolvimento do câncer.

Nenhum gene RAS mutante e nenhuma versão mutante do gene supressor podem por si só causar um câncer.

Os pesquisadores estudaram as moscas das frutas que levavam as mutações genéticas e descobriram que uma célula que tem só o RAS mutante pode gerar um tumor maligno se envolvida a uma célula próxima com um gene supressor defeituoso.

A conclusão é que o estresse era o fator determinante que unia a as células, gerando proteínas marcadoras, para poder passar de célula para célula.

O professor Tian Xu, da University of Connecticut School of Medicine (EUA), principal responsável pela pesquisa, manifestou que "são más notícias", porque "há uma grande variedade de condições que podem desencadear o estresse físico e emocional, assim como as infecções e as inflamações".

Definitivamente, o estudo demonstra que é mais fácil do que se pensava que o câncer se arraigue no organismo humano, após constatar a maior probabilidade das mutações atingirem várias células distintas do que em uma só.

A boa notícia é que também identifica uma nova via potencial para deter o câncer, se for possível bloquear a origem do sinal de estresse que recebem as células.

"Um melhor entendimento do mecanismo subjacente na geração do câncer sempre oferece novos instrumentos para combater a doença", destacou o professor Wu.
 

Holismo ,

Usar remédio por conta própria para “cortar” a diarreia pode fazer mal

January 15th, 2010

 

Por: Tatiana Pronin, editora do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

O verão é uma época propícia para alterações no funcionamento do intestino por causa de infecções provocadas por água e alimentos contaminados. Quando isso ocorre, usar remédios por conta própria ou por indicação do vizinho para "cortar" a diarreia pode ser arriscado.

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Tomar muita água, chás, sucos e isotônicos é a recomendação em caso de diarreia
 
 
 
 
 

O gastroenterologista Eduardo Berger, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. explica que qualquer alteração nas funções fisiológicas, como na consistência das fezes, é sinal de que algo não vai bem com nossa saúde, por isso é bom que um médico opine sobre a melhor conduta. Nem todas as diarreias são causadas por infecções alimentares e podem esconder algum problema mais sério, segundo ele.

Nos casos em que a diarreia é provocada por água ou comida contaminada, o uso de antidiarreicos por conta própria para obter o chamado "efeito rolha" (como o cloridrato de loperamida, ou Imosec) é absolutamente contraindicado. "As toxinas presentes no intestino devem ser eliminadas", adverte Berger.

Outros remédios utilizados para restabelecer a flora intestinal não fazem mal à saúde, segundo o médico, mas geralmente são desnecessários. "A doença em questão é autolimitada", afirma o médico, ou seja, extingue-se sozinha, com a atuação da flora normal, a ação dos anticorpos e a ‘barreira natural’ da mucosa do intestino.

Hidratação

A hidratação é o melhor tratamento para quem está com diarreia, como reitera o médico, além de pausa alimentar até que a consistência das fezes volte ao normal, o que costuma ocorrer em 24 horas. Em geral, os casos de intoxicação alimentar são medicados por remédios para cólica, para excesso de gases e contra vômitos ou náuseas, sempre indicados por um profissional.

"Os chás de camomila, erva-doce e outros – inclusive o das folhas de goiabeira – são boas opções para hidratar, assim como as bebidas isotônicas (muito usadas pelos corredores atletas), os soros caseiros e vendidos nas farmácias e até a água de coco", completa Berger.

Mas, lembre-se: quando a diarreia é muito intensa, não passa no dia seguinte e vem acompanhada de outros sintomas, como queda de pressão, tonturas, febre alta e vômitos, é fundamental procurar atendimento médico. Além disso, diarreias que se repetem com frequência podem sinalizar outros problemas de saúde, por isso é bom não desprezar o sintoma.

Saúde