Archive

Archive for March 3rd, 2010

Fumar causa 95% dos tumores de cabeça e pescoço

March 3rd, 2010

 

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Entre as pessoas que desenvolvem câncer de cabeça e pescoço, 95% são fumantes ou têm histórico de tabagismo. Pesquisa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) também mostra que os homens representam 90% dos afetados.

O levantamento foi feito com 327 pacientes em tratamento no instituto. Os dados se referem a tumores que atingem o trato aerodigestivo, ou seja, boca, faringe, laringe e traqueia. Segundo o oncologista do Icesp Gilberto Castro, mais de 65% dos casos correspondem a tumores na cavidade bucal e na faringe.

"O tabagismo é o principal fator de risco para esse tipo de câncer. O consumo de bebidas alcoólicas, principalmente destiladas, também eleva o risco. Geralmente, os dois hábitos estão associados", afirma Fernando Luiz Dias, chefe da Seção de Cirurgia da Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional de Câncer (Inca). "A ação é cumulativa. O tempo que o paciente fumou e a quantidade de cigarros por dia fazem toda a diferença."

Dias explica que o problema é mais incidente em homens não só porque fumam mais, mas também porque cuidam menos da saúde bucal. "A presença de placa bacteriana e de dentes quebrados que causam traumas crônicos na bochecha, por exemplo, também elevam o risco." A infecção por papilomavírus humano (HPV), que ocorre por contágio sexual, pode causar câncer de garganta.

Por estarem em locais visíveis, esses tumores podem ser detectados precocemente, até por meio de autoexame. Mas, segundo o oncologista do Icesp, mais de 70% dos pacientes que procuram atendimento já estão com a doença em estágio avançado. "Se for tratada no início, as chances de cura são boas. Mas, como a maioria chega tarde, 70% acaba morrendo em cinco anos. Muitas vezes, aqueles que sobrevivem ficam com sequelas que prejudicam a qualidade de vida", diz.

 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Saúde , , ,

População ainda não está protegida contra fumo passivo

March 3rd, 2010

Data: 01/03/2010 / Fonte: ANAMT

Foto: Paula Barcelos


O fumo continua sendo um grande vilão para a saúde. Um recente estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 94,6% da população mundial ainda não está protegida contra os males causados pelo fumo passivo por meio de leis antifumo. A perspectiva é que a "epidemia global do tabaco", como o assunto é tratado no relatório, venha a ser a causa da morte de 8 milhões de pessoas por ano em 2030 caso nada seja feito.

De acordo com a OMS, atualmente o cigarro mata mais de 5 milhões de pessoas todos os anos, ou seja, mais do que a Aids, a tuberculose e a malária juntas. Na opinião do diretor-assistente para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS, Ala Alwan, a única forma de reduzir o número de mortes é criar mais mecanismos para acabar com o fumo. "Não há um nível seguro de exposição ao fumo passivo. Então, é necessária uma ação dos governos para proteger as pessoas", garante.

O Brasil ganhou destaque no relatório devido às políticas antifumo que vem adotando. O país é um dos signatários da Convenção-Quadro de Controle do Tabagismo, que prevê a adoção de medidas de restrição ao consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. Seguindo essa linha, foi sancionada uma lei em 2001 que restringe a propaganda do cigarro. No ano seguinte, passou a ser obrigatória a presença de imagens de advertência nas embalagens do produto.

As leis antifumo ganharam força em algumas das principais cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Na capital paulista, por exemplo, já há resultados positivos sobre o impacto da lei na saúde da população. Um estudo feito pelo Instituto do Coração (InCor) em 700 estabelecimentos comprovou que os níveis de monóxido de carbono nesses locais diminuíram 73,5%. A taxa de contaminação de garçons e outros funcionários não fumantes caiu 48%.

Apesar dos dados positivos, ainda há muito a ser feito. A OMS aponta que o fato de 5,4% da população mundial estar protegida contra os prejuízos do tabaco em 2008 já representa um avanço, pois mostra um aumento de 3,1% em relação a 2007. O tom de otimismo, porém, não pode fazer com que os países se acomodem. "Houve um progresso, mas o fato de 94% das pessoas ainda não estarem protegidas significa que é preciso trabalhar mais", alerta Ala Alwan.

Fonte: Site da Revista Proteção

Artigos, Saúde no Trabalho , ,