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O Amor dura para sempre?

February 17th, 2010

 

O amor romântico, apaixonado, está se esvaindo, diz Elaine Hatfield, pesquisadora da Universidade do Havaí, EUA. “O amor apaixonado proporciona uma viagem às alturas, como uma droga, mas não pode durar para sempre”, diz. Mas o amor companheiro – menos emocional e associado aos relacionamentos mais longos – também pode diminuir sua intensidade com o tempo, pondera Hatfield, que conduz uma série de estudos sobre o assunto desde 1981.

Parte das afirmações de Hatfield também é corroborada por Susan Sprecher, que afirma que apesar da maioria dos casais acharem que o amor aumenta com o tempo, na verdade ele entra em declínio constante até o final da vida.

Sprecher diz que o amor se esvai mais acentuadamente nos homens, mas o nível de satisfação diminui para ambos os sexos. Mas quanto maior o tempo juntos, mais o casal se vê comprometido um com o outro.

Mas como entender os relacionamentos duradouros? Hatfield sugere que o amor passional deve ser algo intermitente, que aparece e desaparece em períodos eventuais, e que mantém o relacionamento sólido.

Histórias de amor

Robert Sternberg, outro pesquisador do assunto, discorda. Para ele, o amor não tem um declínio, mas para que isso ocorra, ambos os parceiros devem compartilhar da mesma “história de amor”. Sternberg, da Universidade de Tufts, EUA, que estuda o amor há mais de 28 anos, classifica as histórias de amor em três tipos: histórias de viagem (aquelas em que o início do romance foi uma mudança desafiadora), de humor (em que os casais parecem não levar o relacionamento muito a sério) e autocráticas (quando as pessoas tomam decisões resolutas sobre o relacionamento).

Mas independentemente do teor da história, diz Sternberg, o importante é que o casal conte-a da mesma maneira. Afinal, as histórias de amor são feitas de detalhes que fazem toda a diferença.

“Se as histórias não batem, mais cedo ou mais tarde as pessoas se descobrem infelizes com o relacionamento”, diz o pesquisador. Para Sternberg quanto mais complementares as histórias contadas pelos cônjuges em seu estudo, maior o nível de felicidade de ambos.

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da Redação do site O que eu tenho?

com informações da American Psychological Association

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Amor e Ódio

November 11th, 2009

 

Amor e ódio nascem no mesmo lugar, dizem cientistas
Imageamentos cerebrais revelam onde o ódio se forma, e parece não ser muito diferente do amor

por Katherine Harmon

Fonte: Scientific American

 
As mesmas área do cérebro são ativadas quando as pessoas olham para pessoas que amam ou odeiam

Dizem que o amor vem do coração, mas e o ódio? Pesquisadores estão em busca dos fundamentos neurológicos do ódio, assim como da música, da religião, da ironia e de outros conceitos abstratos. A ressonância magnética funcional (RMf) começa a revelar como essa forte emoção se inicia no cérebro.

No ano passado, o neurobiólogo Semir Zeki, do Laboratório de Neurobiologia da University College London, liderou um estudo que mapeou os cérebros de 17 adultos enquanto contemplam imagens de pessoas que eles admitiram odiar. Na tela nota-se que áreas no giro frontal medial, putâmen direito, córtex pré-motor e ínsula medial foram ativados. Os pesquisadores observaram que partes do chamado “circuito do ódio” também estão envolvidas no início de um comportamento agressivo, mas sentimentos intrinsecamente agressivos ─ como raiva, perigo e medo ─ apresentam padrões cerebrais diferentes dos do ódio.

Certamente o ódio pode surgir de sentimentos positivos, como o amor romântico ─ na figura de um ex-parceiro ou rival em potencial. O amor, porém, parece desativar áreas tradicionalmente associadas com o julgamento, enquanto que o ódio ativa áreas do córtex frontal que podem estar relacionadas com a avaliação de outra pessoa e previsão de seu comportamento.

Algumas associações com o amor, entretanto, são surpreendentes, observam os autores do estudo publicado em outubro de 2008 na PLoS ONE. As áreas do putâmen e ínsula ativadas pelo ódio são as mesmas das do amor romântico. “Essa ligação pode explicar porque amor e ódio estão tão intimamente relacionados nas pessoas.”

No entanto, esse estudo inicial não convenceu a comunidade científica de que essas são as raízes neurológicas do ódio. “Ainda é realmente muito cedo”, observa Scott Huettel, professor-associado de psicologia e neurociência da Duke University, não envolvido no estudo. Outras emoções, como felicidade e tristeza, já são mais bem compreendidas, acrescenta. “Até sensações como arrependimento têm coordenadas neurais bem definidas.”

O próximo passo, segundo Huettel, será realizar mais pesquisas sobre aspectos bem específicos e tipos de ódio ─ incluindo ódio contra grupos de pessoas em vez do ódio a uma única pessoa ─ e depois testá-las em diferentes situações. Também será importante estudar casos em que partes do cérebro tenham sido danificadas e tendências emocionais tenham sido alteradas. “Se a ativação positiva e a debilidade, de uma região do cérebro danificada, forem identificadas, já será um bom indício de que se encontrou, pelo menos, uma parte do circuito”.

Para que serve o ódio, ainda é uma questão debatida. Embora alguns argumentem que o sentimento oferece uma vantagem evolucionária ─ poderia ajudar as pessoas a decidir quem confrontar ou desprezar ─, Huettel observa que, da mesma forma que se identifica um circuito neural dedicado, tudo não passa de “um palpite bem dado”.

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