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População ainda não está protegida contra fumo passivo

March 3rd, 2010

Data: 01/03/2010 / Fonte: ANAMT

Foto: Paula Barcelos


O fumo continua sendo um grande vilão para a saúde. Um recente estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 94,6% da população mundial ainda não está protegida contra os males causados pelo fumo passivo por meio de leis antifumo. A perspectiva é que a "epidemia global do tabaco", como o assunto é tratado no relatório, venha a ser a causa da morte de 8 milhões de pessoas por ano em 2030 caso nada seja feito.

De acordo com a OMS, atualmente o cigarro mata mais de 5 milhões de pessoas todos os anos, ou seja, mais do que a Aids, a tuberculose e a malária juntas. Na opinião do diretor-assistente para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS, Ala Alwan, a única forma de reduzir o número de mortes é criar mais mecanismos para acabar com o fumo. "Não há um nível seguro de exposição ao fumo passivo. Então, é necessária uma ação dos governos para proteger as pessoas", garante.

O Brasil ganhou destaque no relatório devido às políticas antifumo que vem adotando. O país é um dos signatários da Convenção-Quadro de Controle do Tabagismo, que prevê a adoção de medidas de restrição ao consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. Seguindo essa linha, foi sancionada uma lei em 2001 que restringe a propaganda do cigarro. No ano seguinte, passou a ser obrigatória a presença de imagens de advertência nas embalagens do produto.

As leis antifumo ganharam força em algumas das principais cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Na capital paulista, por exemplo, já há resultados positivos sobre o impacto da lei na saúde da população. Um estudo feito pelo Instituto do Coração (InCor) em 700 estabelecimentos comprovou que os níveis de monóxido de carbono nesses locais diminuíram 73,5%. A taxa de contaminação de garçons e outros funcionários não fumantes caiu 48%.

Apesar dos dados positivos, ainda há muito a ser feito. A OMS aponta que o fato de 5,4% da população mundial estar protegida contra os prejuízos do tabaco em 2008 já representa um avanço, pois mostra um aumento de 3,1% em relação a 2007. O tom de otimismo, porém, não pode fazer com que os países se acomodem. "Houve um progresso, mas o fato de 94% das pessoas ainda não estarem protegidas significa que é preciso trabalhar mais", alerta Ala Alwan.

Fonte: Site da Revista Proteção

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Relação entre Câncer e Estresse

January 15th, 2010

 

Pesquisa científica identifica evidência entre câncer e estresse

Da Efe

Pesquisadores chineses e americanos demonstraram cientificamente pela primeira vez que existe uma relação direta entre o câncer e o estresse. A pesquisa está publicada na edição de hoje da revista "Nature". Os cientistas afirmam que as células atingidas pelo estresse podem emitir sinais que levam à geração de tumores que afetam as células sadias vizinhas.

Um estudo publicado este mês no British Journal of Urology International aponta mais um problema que pode ser provocado pela obesidade. Segundo pesquisadores americanos, o excesso de peso pode levar a um maior risco de desenvolver a forma mais comum de câncer renal. Avaliando mais de 1,6 mil pacientes com tumores nos rins, os especialistas descobriram que as pessoas obesas teriam 48% mais chances de desenvolver câncer renal, e esse risco aumentaria em 4% para cada ponto extra no índice de massa corporal (IMC).
CÂNCER E OBESIDADE
 
 
 
 
 

Apesar de ter sido realizado com moscas de frutas, o estudo indica que os mesmos genes e as mesmas sequências biológicas envolvidas neste processo estão presentes nos seres humanos.

Até agora, sabia-se que as inflamações crônicas, causas-chave do estresse, estão associadas ao crescimento dos tumores em doentes de câncer e alguns especialistas argumentam que as emoções negativas, os hormônios do estresse, as inflamações e o câncer podem estar inter-relacionados, embora não exista uma evidência clara.

Também há um consenso que as mutações genéticas causadoras do câncer só afetam individualmente as células. Mas este estudo indica que nem sempre é assim, já que diferentes mutações em células distintas podem colaborar, entre estas na geração Y, no desenvolvimento dos tumores.

Genes mutantes

Os autores do estudo centraram o trabalho na atividade de dois genes mutantes causadoras de cânceres.

Um deles é o RAS, que está relacionado com 30% dos casos da doença, e o outro é um gene supressor dos tumores que quando se apresenta de maneira defeituosa propicia o desenvolvimento do câncer.

Nenhum gene RAS mutante e nenhuma versão mutante do gene supressor podem por si só causar um câncer.

Os pesquisadores estudaram as moscas das frutas que levavam as mutações genéticas e descobriram que uma célula que tem só o RAS mutante pode gerar um tumor maligno se envolvida a uma célula próxima com um gene supressor defeituoso.

A conclusão é que o estresse era o fator determinante que unia a as células, gerando proteínas marcadoras, para poder passar de célula para célula.

O professor Tian Xu, da University of Connecticut School of Medicine (EUA), principal responsável pela pesquisa, manifestou que "são más notícias", porque "há uma grande variedade de condições que podem desencadear o estresse físico e emocional, assim como as infecções e as inflamações".

Definitivamente, o estudo demonstra que é mais fácil do que se pensava que o câncer se arraigue no organismo humano, após constatar a maior probabilidade das mutações atingirem várias células distintas do que em uma só.

A boa notícia é que também identifica uma nova via potencial para deter o câncer, se for possível bloquear a origem do sinal de estresse que recebem as células.

"Um melhor entendimento do mecanismo subjacente na geração do câncer sempre oferece novos instrumentos para combater a doença", destacou o professor Wu.
 

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